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Sporting CP 1-0 Aberdeen FC: Teste “Liga Europa”? Deu positivo

A CRÓNICA: SPORTING HABILITOU-SE, MAS ACABOU POR VENCER

Hoje o reino do leão voltou a abrir portas para o mundo em jogo a contar para a 3.ª Pré-Eliminatória da Liga Europa. Cautela para os guardas do Sporting CP porque pela frente tinham uma equipa já com algum andamento esta temporada – quer na Liga escocesa, quer na Liga Europa.

Ainda assim, não há minutos nas pernas que superem uma lição bem estudada. E o Sporting provou-nos isso desde cedo. Aos oito minutos, uma bela jogada e uma finalização que não lhe ficou nada atrás contribuiu para os leões se adiantarem no marcador. Grande jogada de Vietto, mais em jeito do que em velocidade, que Tiago Tomás soube aproveitar.

O Sporting não dilatou a vantagem até ao intervalo, mas a superioridade foi evidente. A diferença de qualidade não enganava ninguém. O Aberdeen ainda conseguiu chegar ao ataque algumas vezes, mas a falta de argumentos no último terço só levaram a más decisões. Os da casa levaram o primeiro tempo com muita qualidade. Só faltava mesmo o segundo golo para os astros europeus se alinharem com o Sporting. E ele esteve mesmo perto de aparecer: aos 40 minutos, Jovane cabeceou na sequência de um canto batido por Nuno Mendes, mas uma palmada de Lewis negou o segundo aos leões neste primeiro tempo.

A segunda parte não foi muito diferente e de facto o Sporting estava a pôr-se “a jeito” para as coisas poderem descambar. Digo isto não pela forma como o Aberdeen jogava, mas sim pela ausência de oportunidades por parte dos leões. A equipa de Alvalade estava a ter muita facilidade em organizar o seu jogo, é verdade, mas faltava velocidade para ir mais além. Já os escoceses, continuaram na mesma senda. Tanto é que o primeiro de bola corrida neste segundo tempo aconteceu apenas aos 61 minutos. O Sporting estava mesmo a jogar a duas velocidades: devagar e muito devagar, mas o Aberdeen não conseguiu de forma alguma tirar proveito disso mesmo. Só aos 87 é que houve uma exceção: Ryan Hedges rematou ainda perto, mas, ainda assim, o lado.

Foi um jogo sem magia, onde o momento mais bonito foi mesmo aos oito minutos quando o menino Tiago Tomás se estreou a marcar pela equipa principal e logo na Europa. O Sporting passa então à próxima fase onde vai defrontar o LASK que venceu hoje o Streda da Eslováquia por 7-0.

 

A FIGURA

Pedro Porro – Fez vários passes para jogadas perigosas, recuperou por diversas as vezes a bola. Foi o principal transportador de jogo e, desta forma, muito importante na construção criativa. O espanhol esteve mesmo em dia “sim” e conseguiu melhorar um pouco um jogo algo aborrecido e previsível.

 

O FORA DE JOGO

Aberdeen no último terço – Não digo que sejam geniais a defender. Nem de perto nem de longe. Ainda assim, esta equipa no último passe ou até mesmo na finalização é para lá de perdulária. Foi mesmo gritante a falta de argumentos esta noite aqui em Alvalade. Principalmente se tivermos em conta que se tratou também de um Sporting que, ainda que tenha feito a sua parte, não fez por apaixonar os demais.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting apresentou-se esta noite num 3-4-3 e com uma postura competente. Ainda que sem muitos brilhantismos, os portugueses conseguiram evidenciar a maior qualidade frente ao escoceses. A equipa soube aproveitar as falhas de posicionamento do adversário e notou-se que fez o trabalho de casa antes deste duelo.

O primeiro golo é exemplo disso mesmo: o Aberdeen estava a recuar com muita gente e, ao mesmo tempo, a deixar muito espaço entre linhas. Aos oito minutos, Wendel aproveita e pressiona para ganhar a bola. Dito e feito. O Sporting conseguiu, a partir daí, dar inicio à jogada do primeiro tento da noite. Ainda assim, nem sempre foi assim tão fácil: por vezes o bloco tão baixo do adversário dificultou a entrada da equipa de Rúben Amorim em zonas de finalização. Apostou algumas vezes no corredor central e, ainda que tenha corrido bem da primeira vez, as seguintes tentativas não estavam a ser tão felizes.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (6)

Feddal Agharbi (5)

Sebastian Coates (6)

Nuno Mendes (5)

Luiz Nunes (5)

Luciano Vietto (6)

Luís Neto (6)

Tiago Tomás (7)

Pedro Porro (8)

Wendel (6)

Jovane Cabral (4)

SUBS UTILIZADOS 

Sporar (-)

Daniel Bragança (-)

Plata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ABERDEEN FC

A tática do Aberdeen era uma autêntica incógnita. Se por um lado sabemos que poderia apresentar-se em Alvalade com um bloco baixo e mais defensivo, também não é menos verdade que o fator “jogo único” na eliminatória poderia levar a uma postura mais atrevida. Porém, tal não aconteceu

O Aberdeen jogou num 5-3-2, um bloco muito recuado. A postura da equipa escocesa foi passiva: deu iniciativa e só na sua linha mais recuada é que pressionava de forma a tentar retirar a bola ao Sporting. Uma equipa que, quando tinha de definir no ataque, ficava muito aquém. Já em termos defensivos, muitas fragilidades também. Muito espaço entre linhas, maus posicionamentos e uma apatia que levou mesmo ao golo dos leões ao minuto oito, mas não só. Aos 70′, Derek McInnes abdica de um homem ao meio-campo para reforçar o ataque, mas não foi por isso que se viu muito mais desta equipa. Nos últimos minutos, ainda houve mais gente na frente, mas sem efeito.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Joe Lewis (7)

Shaleum Logan (5)

Thomas Hoban (4)

Andrew Considine (4)

Ryan Hedges (6)

Ashton Taylor (5)

Dylan McGeouch (5)

Jonny Hayes (6)

Lewis Ferguson (4)

Ross McCrorie (5)

Marley Watkins (4)

SUBS UTILIZADOS

Scott Wright (5)

Edmondson (5)

McLennan (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

Aberdeen FC

O Bola na Rede não colocou questões ao técnico do Aberdeen FC, Derek McInnes

Sporting CP

BnR: Disse que o adversário era uma equipa com mais minutos nas pernas e que isso pesa. Pergunto-lhe se apostou num Sporting muito mais pragmático para este jogo a aproveitar mais o erro do adversário? Dou o exemplo do primeiro golo em que o wendel aproveita os espaços entre as linhas e rouba a bola ao adversário. E é precisamente daí que surge o primeiro golo.

Emanuel Ferro: Eles são muito físicos, muito solidários e muito coletivos. Sabíamos que eles iam apostar muito no contra-ataque e na reação. Nós já tínhamos essa ideia. Nós sabíamos que tínhamos de atacar com equilíbrio ofensivo, com os nossos jogadores próximos a saírem. Em segundo, sabíamos que precisávamos de ter uma boa recuperação defensiva. Nesse sentido, os nossos médios têm um papel fundamental nesse tipo de situações como a do golo. E em terceiro, ter uma boa reação defensiva. Sabíamos que era fundamental.

 

 

 

 

 

 

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