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SL Benfica 4-2 Sporting CP (Sub-23): Tarde de espetáculo e grandes golos

A CRÓNICA: ÁGUIAS VENCEM LEÕES EM JOGO COM SEIS GOLOS

Foi em circunstâncias completamente diferentes que as equipas sub-23 de SL Benfica e Sporting CP prepararam este jogo. Os verde e brancos vinham de duas derrotas em outros tantos jogos para a Liga Revelação e abordaram este encontro sob o desígnio da mudança – sete no onze inicial, porque em equipa que perde… mexe-se – ao contrário do Benfica, que teve na inclusão de Ronaldo Camará a diferença mais significativa em relação à equipa inicial que venceu o Portimonense SC.

O jogo começou vivo, cheio de mudanças de velocidade e disputas a meio terreno, com o Sporting a conseguir criar a primeira oportunidade, quando Lucas Dias surge sozinho na zona de penalty para finalizar de forma insuficiente boa associação na ala direita entre Hevertton e Loide Augusto. Começavam por cima os verde e brancos, numa altura de caos que precede o encaixe tático das equipas.

Mas, Henrique Araújo não permitiu o reconhecimento inicial, já que no minuto seguinte pressionou de forma eficaz Rodrigo Rego, central do lado esquerdo adversário, ganhou o lance e avançou isolado perante um Vasco Gaspar desprotegido, desviando-se deste para introduzir o esférico na baliza. 1-0, que distanciava os conjuntos do ponto de vista emocional, com o Sporting a ter de correr atrás do prejuízo desde muito cedo.

O encontro continuou animado, com oportunidades em catadupa para cada lado e duelos interessantíssimos a meio-campo. O Sporting fez-se alinhar em duplo-pivot, com a parelha Renato Veiga-Edson, soltando Lucas Dias no papel adiantado do triângulo como segundo avançado.

Do outro lado, Jocú protegia as costas de Ronaldo Camará e Martim Neto, que tiveram liberdade criativa a mais para tão pouco apoio lateral: Sérgio Andrade e Samuel Pedro pouco acrescentaram ás ideias ofensivas benfiquistas.

Bola lá, bola cá, e o golo do empate, aos 28 minutos, numa grande acrobacia de Loide Augusto. Cruzamento de Gonçalo Costa (após erro ingénuo de Miguel Nóbrega) e, ao segundo poste, o avançado arranjou a ‘bicicleta’ como solução mais acertada, resultando em golo de belo efeito. A igualdade não se desfez mais até á chegada do intervalo.

A segunda parte apenas serviu para acentuar as diferenças ao nível do ritmo e agressividade das duas equipas, com um Benfica a subjugar um apático Sporting à sua vontade na procura da vitória.

Ronaldo, com 45 minutos completos pelos B’s pelo Chaves, acusou desgaste e deu entrada a Tomás Azevedo, que viria a assinar o 2-1 à passagem dos 54 minutos. Assistência de Sérgio Andrade após grande visão de jogo de Tomás Araújo, o golo balanceou ainda mais os encarnados para a frente, com o 3-1 a surgir quatro minutos depois: Sérgio, depois de primeira parte apagada, assiste primeiro e finaliza depois, em mais um lance criado pela ala direita encarnada.

Foi assim todo o encontro, com Gonçalo Costa (estreante sportinguista na lateral esquerda) a acusar dificuldades aquando das associações entre Martim Neto, Samuel Pedro e a chegada de Filipe Cruz. No meio do caos que do conjunto liderado por Filipe Pedro, houve discernimento do técnico para ir ao banco tentar remediar estragos, fazendo entrar em campo Tiago Fernandes e Daniel Rodrigues, dupla que conseguiu estabilizar o onze leonino e que lhe deu esperança, na construção do 3-2 – em remate de belo efeito do supracitado Daniel, que deixou Leo Kokubo pregado ao solo.

O Sporting tentou recompor-se, houve tentativa de equilibrar um jogo dominado a toda a linha pela turma da casa, que assegurou a vitória final num livre directo de Filipe Cruz, marcado de forma exímia por cima da barreira já nos últimos dez minutos.

4-2, resultado que reflecte um jogo em muitas fases partido, noutras fases totalmente organizado pela turma benfiquista e controlado de forma autoritária. Os comandados de Luís Castro mostraram outra disponibilidade física nos duelos e na velocidade das transições, causando inúmeros calafrios numa defesa demasiado inexperiente dos leões.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Sérgio Andrade – O golo e a assistência conferem-lhe destaque como figura do encontro, ainda que o seu rendimento não tenha sido tão constante como o de Ronaldo Camará ou Filipe Cruz, os verdadeiros craques do conjunto. O médio ofensivo, que regressou a casa após interregno de duas épocas no Belenenses, soube ser oportuno, foi autor de vários bons pormenores e podia ter aumentado a sua conta pessoal aos 47’, após cabeceamento ao lado. Fica a dúvida se as suas características não seriam melhor aproveitadas na zona central.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sporting CP

Diogo Braz – O extremo era (e é) uma das grandes esperanças leoninas, mas a sua exibição deixou muito a desejar. Integrado na equipa B, veio ao escalão ajudar em jogo de máxima importância, mas não conseguiu imprimir a sua qualidade num colectivo que desesperava por ela. Passou ao lado duma partida dificil – a marcação de Filipe Cruz foi irreprensível, e talvez ajude a explicar eclipse tão descarado.

ANÁLISE TÁTICA SL BENFICA

Luís Castro iniciou em 4-3-3, com Ronaldo Camará a acompanhar Martim Neto no meio-campo. Samuel Pedro esteve irrequieto na direita, embora inconsequente, e Sérgio Andrade só produziu perigo na segunda metade. Tomás Araújo esteve muito bem no capítulo da criação, ainda que a parelha com Miguel Nóbrega não tenha sido suficientemente eficaz em travar Loide Augusto, o avançado sportinguista que esteve a grande nível. Filipe Cruz cumpriu a ala direita quase na perfeição, e nada a apontar existe a Montóia do outro lado. Nota para a grande entrada em jogo de Diogo Nascimento.

ONZE INICIAL 

Kokubo (6)

Filipe Cruz (8)

Miguel Nóbrega (5)

Tomás Araújo (6)

Montóia (7)

Jocú (6)

Ronaldo Camará (7)

Martim Neto (6)

Sérgio Andrade (7)

Samuel Pedro (6)

Henrique Araújo (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Tomás Azevedo (6)

Daniel Nascimento (6)

Henrique Pereira (5)

João Tomé (-)

Vasco Paciência (-)

ANÁLISE TÁTICA SPORTING CP

Filipe Pedro baseou-se no 4-2-3-1 para tentar travar as investidas contrárias e a velocidade dos executantes. Foi notória a intenção do duplo pivot em trancar a criatividade da dupla de interiores contrária, mas a rigidez defensiva não permitiu à equipa grande desenvoltura ofensiva, onde Loide Augusto esteve sempre muito desancompanhado nos ataques à baliza de Kokubo. Hevertton teve boas investidas pelo flanco direito, mas foi dos únicos a tentar produzir mais ofensivamente. Lucas Dias, no papel de 9,5, esteve furos abaixo do exigido. Muitas dificuldades sentidas por Rodrigo Rego e Gonçalo Costa quando o Benfica explorava a ala direita.

ONZE INICIAL

Vasco Gaspar (5)

Hevertton (5)

João Goulart (4)

Rodrigo Rego (3)

Gonçalo Costa (3)

Renato Veiga (4)

Edson (4)

Lucas Dias (3)

Diogo Braz (2)

Loide Augusto (7)

Bruno Tavares (2)

SUPLENTES UTILIZADOS

Daniel Rodrigues (4)

Tiago Fernandes (-)

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