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Rio Ave e Vitória sem inspiração para evitar o nulo

Rio Ave e Vitória de Guimarães empataram hoje 0-0, em partida da segunda jornada da I Liga, em que os dois conjuntos nunca tiveram suficiente inspiração ofensiva para desfazer o ‘nulo’.

Os vimaranenses, que somaram o primeiro ponto da temporada, depois do desaire na ronda inicial, frente ao Belenenses SAD, até mostraram mais de ‘rotação’, e em algumas ocasiões superioridade, mas esbarram, quase sempre, num coeso conjunto vilacondense, que mesmo com o desgaste físico da carreira europeia, conseguiu encaixar mais um empate.

Com este resultado, o Rio Ave, que na quinta-feira volta a jogar, frente ao AC Milan, para o ‘play-off’ da Liga Europa, isolou-se no 10.º lugar do campeonato, com dois pontos, enquanto o Vitória de Guimarães juntou-se a outras quatro equipas na 11.ª posição, com um.

As duas equipas até entraram com atrevimento no jogo, criando boas situações de golo antes do quarto de hora, cabendo o Rio Ave, a primeira, logo aos dois minutos, num cabeceamento, por cima, na sequência de um canto.

Os vimaranenses, que estrearam no ‘onze’ os reforços Sílvio e Quaresma, até foram mais coesos a ocupar os espaços do meio-campo, e responderam à madrugadora ousadia dos locais aos 14 minutos, também de bola parada, quando Mike Agu, na sequência de um livre, rematou para defesa por instinto de Kieszek, com Suliman, na recarga, a cabecear por cima.

Perante um ligeiro ascendente do adversário, os vila-condenses, que mudaram seis jogadores na equipa em relação ao último embate com o Besiktas, tentaram responder em contra-ataque, e já aos 19 minutos Carlos Mané tentou surpreender o guardião vitoriano, Bruno Varela, com um remate de longe, que o internacional jovem português encaixou.

Depois de uma fase inicial animada, a partida entrou numa toada ‘morna’, com ambas as equipas a apostarem na circulação de bola, na tentativa de encontrarem brechas, num futebol muito rendilhado, que, tendo um remate de Diego Lopes à figura como exceção, acabou por arrastar o ‘nulo’ até ao intervalo.

No regresso do descaso, o cenário não sofreu grande alterações, com os dois conjuntos a tentarem disfarçar a falta de soluções com um par de remates de longe Edwards, por cima, e Gabrielzinho, para defesa, a dois tempos, do guarda-redes dos minhotos.

Ricardo Quaresma, ainda tentou trazer magia ao desafio, numa jogada em que deixou Pedro Amaral ‘pregado’ ao chão e rematou de ‘trivela’ para defesa de Kieszek, numa das poucas oportunidades em que a defesa vilacondense vacilou, pois, perante um Vitória de Guimarães sem ponta de lança, não ficava obrigada a marcações fixas.

O Rio Ave ainda apostou num contra-ataque, mas aos poucos ia perdendo lucidez, com a fatura física do desgaste da participação na Liga Europa a fazer-se sentir, obrigando a equipa a recuar, mas revelando uma enorme solidez defensiva.

Os minhotos, já com Bruno Duarte em campo, nos instantes finais, a dar uma nova dinâmica ao ataque, ainda insistiram, mas, com o avançar do cronómetro, foram perdendo coerência e mostrando alguma ansiedade, não conseguindo evitar o ‘nulo’.

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