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“Provável inocência de Bruno de Carvalho não vai facilitar recandidatura”

Dias Ferreira, antigo presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting, entende que uma eventual absolvição de Bruno de Carvalho no âmbito do processo do ataque a Alcochete não significará literalmente um regresso do ex-presidente à condição de sócio nem à presidência dos leões.

“A provável inocência de Bruno de Carvalho não vai facilitar em nada a sua tentativa de recandidatura à presidência do Sporting. Lembro que ele não foi expulso por causa das agressões na academia, mas sim por várias ilegalidades que cometeu”, explica Dias Ferreira, lembrando que sempre acreditou que Bruno de Carvalho estava inocente em relação ao ataque de maio de 2018.

“Sempre defendi que Bruno de Carvalho não foi o mandante das agressões. Pelo menos no sentido literal.”

Em entrevista ao ‘Diário de Notícias’, o antigo dirigente verde e branco entende, porém, que “caso se prove a sua inocência, algumas pessoas irão certamente pensar que pode estar em condições de se recandidatar”.

Ainda assim, Dias Ferreira sustenta que “os juristas e as pessoas com alguma noção das coisas sabem que isso não é verdade”.

Primeiro, o ex-líder da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting revela que Bruno de Carvalho terá de ser novamente admitido na condição de sócio, depois de ter sido expulso pelos associados.

“E esse processo não se afigura nada fácil”, avisa Dias Ferreira, certo de que a readmissão de Bruno de Carvalho “só será possível com pelo menos dois terços dos votos em Assembleia-Geral”.

Bruno de Carvalho já anunciou que vai “lutar pela reintegração” no Sporting e, depois, apresentar-se como candidato à presidência.

Bruno de Carvalho reagiu com satisfação ao pedido do Ministério Público (MP) para que seja absolvido no âmbito do processo do ataque a Alcochete.

“Hoje recuperei um pouco da minha crença na Justiça”, assinalou o ex-presidente verde e branco.

No primeiro dia das alegações finais, a procuradora do MP, Fernanda Matias, considerou ainda ter ficado provado que 41 dos 44 arguidos do processo entraram na academia do clube, a 15 de maio de 2018, pedindo penas máximas de cinco anos para 37 destes, suspensas para os arguidos sem antecedentes criminais, e efetivas para arguidos com cadastro.

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