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“Podia fazer mundos e fundos. Jesus não ia com a minha cara”, revela Miguel Rosa

Formado no Benfica, desde cedo Miguel Rosa foi comparado a Rui Costa e eram grandes as esperanças que muitos benfiquistas depositavam no jogador que chegou a ser uma das figuras da equipa B do Benfica, recebendo por várias ocasiões o prémio de jogador do mês da II Liga.

O tempo foi passando mas Miguel Rosa nunca se conseguiu fixar na equipa principal, então orientada por Jorge Jesus, e acabou cedido a vários emblemas até que se seguiu o Belenenses.

No Restelo, voltou a mostrar créditos, firmando-se como uma das figuras no emblema da ‘Cruz de Cristo’.

“Acabei por ser o melhor jgador da II Liga, e o Benfica quis que fizesse a pré-época com eles”, recorda, em entrevista ao Bola na Rede.

Porém, a oportunidade não chegaria, até porque nos treinos da Luz as coisas não correram como previsto.

“Nos primeiros dois treinos, ele [Jorge Jesus] pôs-me na minha posição e até estava a fazer golos, mas depois começou a utilizar-me a lateral-direito. Depois, de lateral-direito passei para lateral-esquerdo”.

Miguel Rosa acabaria por cortar de vez o cordão umbilical com o Benfica.

Agora, passados alguns anos, Miguel Rosa confessa o que falhou em seu entender para não ter vingado de águia ao peito.

“Sempre fiz grandes épocas desde que comecei a ser comparado a Rui Costa”, disse, recordando os prémios recebidos na Liga a respeito deter sido considerado jogador do mês várias vezes e a revelação da II Liga.

Daí que Miguel Rosa tenha em si uma certeza: “Podia ter feito tudo e mais alguma coisa que não ia ter oportunidades.”

A certeza é tal que Miguel Rosa fundamenta-a com um episódio em que esteve na equipa A a ver vídeos para preparar um jogo contra o Barcelona e Jorge Jesus lhe chamou a atenção num lance em que Rosa até marcou golo mas, no dizer do jogador, Jesus quereria que a bola fosse para Alan Kardec, que estaria em posição para atirar às redes adversárias.

“Aí percebi: não era o meu futebol. Ele não ia era com a minha cara. Era fora do normal.”

Miguel Rosa recorda ainda a altura em que Jesus escolheu André Gomes para subir à equipa A, na altura em que foram vendidos Javi García e Axel Witsel.

“Podia fazer mundos e fundos, podia fazer três golos por jogo, que nunca iria ter uma oportunidade com o Jesus. Apesar de não lhe guardar rancor”, salientou.

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