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Paços ataca permanência com plantel mais homogéneo

O Paços de Ferreira manteve a estrutura da equipa, assegurando mais soluções em todos os setores, e vai iniciar a temporada 2020/21 na I Liga de futebol com o objetivo mínimo de evitar os calafrios da última época.

A continuidade de Pepa no comando técnico assegura a continuidade de uma ideia de jogo (em 4x2x3x1) que conduziu a equipa à permanência e que a estrutura do clube agora procurou completar, acrescentando mais opções e melhorando a qualidade das soluções.

Das opções mais repetidas em 2019/20, o Paços perdeu o guarda-redes Ricardo Ribeiro, o lateral direito Bruno Santos, ainda assim preterido do ‘onze’ após o desconfinamento, e o médio Pedrinho. Diaby tem mais minutos do que Stephen Eustáquio, no meio-campo, mas este último, tal como aconteceu com João Amaral ou Adriano Castanheira, chegou apenas em janeiro.

Jordi e Michael vieram do Brasil e vão discutir a titularidade na baliza com o internacional Zé Oliveira, promovido dos sub-19.

Para o lado direito da defesa, o Paços contratou Fernando Fonseca ao Gil Vicente, que rivalizará com Jorge Silva, primeira opção para o ‘onze’ no último terço do campeonato. Se for necessário, Uilton também poderá entrar na equação.

A saída de Pedrinho deverá ser compensada por João Amaral, garantida a renovação do empréstimo junto dos polacos do Lech Poznan, mas Matchoi e o próprio Castanheira também podem jogar a 10.

O centro da defesa, tão ‘amarrotado’ no arranque da última época, manteve, por sua vez, as principais unidades, com Marcelo, em princípio, a formar dupla com Maracás e/ou Marco Baixinho. Pedro Marques, que é da ‘casa’, regressa após várias épocas de empréstimo e também é opção.

Oleg parte à frente do reforço David Sualehe no lado esquerdo da defesa, mas é no ‘miolo’ que o Paços mais aumentou as alternativas, acrescentando o espanhol Martin Calderón, do Real Madrid, e Bruno Costa, campeão no FC Porto e cedido pelo Portimonense, aos repetentes Luiz Carlos e Eustáquio. Ainda há Ibrahim, de regresso após empréstimo. Diaby tem contrato e, também, mercado, sendo forte a possibilidade de sair.

Na opção de Pepa por extremos rápidos e desequilibradores, o Paços apostou muitas fichas em Luther Singh, sul-africano cedido pelo SC Braga, e Lucas Silva, campeão brasileiro e sul-americano pelo Flamengo. Uilton, Adriano Castanheira e Hélder Ferreira, embora mais conservador, também entram nas contas do técnico.

No centro do ataque, Douglas Tanque, que foi o melhor marcador da equipa em 2019/20, com 12 tentos, 11 deles no campeonato, pode render ainda muitos euros, mas a sua eventual saída obrigará a direção pacense a procurar um substituto e concorrente dos reforços João Pedro e Pedro Martelo.

Em resumo, esta reconfiguração garante mais soluções e de melhor qualidade a um plantel que terá a responsabilidade e obrigação de evitar os sobressaltos da última época, procurando assegurar cedo a permanência, para lutar, depois, por melhores lugares na classificação.

Na ronda inaugural do campeonato, o Paços joga no Algarve, na segunda-feira, às 19:45, diante do repescado Portimonense.

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