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Os 10 nomes de 2019

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O ano está a terminar e, por isso, é hora de realizar um balanço sobre aquilo que de melhor aconteceu. À memória surge de imediato o triunfo de Portugal na Liga das Nações, o domínio do Manchester City em Inglaterra e do Flamengo na América do Sul, a afirmação do Liverpool a nível internacional ou os títulos da Juventus em Itália, do Barcelona em Espanha ou do Bayern Munique na Alemanha, mas, olhando numa perspectiva mais individual e tendo em conta outras modalidades que não apenas o futebol, estes foram os grandes nomes de 2019:

Jürgen Klopp – O técnico alemão será, porventura, o mais apreciado da actualidade e acabou por levar o Liverpool à conquista da Liga dos Campeões, após ter sido finalista em 2018, da Supertaça Europeia e do Mundial de Clubes. Acabou, por isso, por ser um ano brilhante a nível internacional, que mascarou um pouco a desilusão interna. No entanto, na nova temporada os Reds entraram a todo o gás e têm praticamente o título assegurado em Dezembro, fruto dos 13 pontos de vantagem para o 2.º lugar (que podem ser 16 devido ao jogo em atraso). 2020 promete, por isso, voltar a ser de festa em Anfield, sendo que, apesar de todo o brilhantismo de Sadio Mané, Salah, Firmino, Van Dijk ou Trent Alexander-Arnold, é Klopp o grande criador da máquina.

Lionel Messi – O argentino voltou a ser campeão em Espanha e, a nível individual, foi, sem dúvida, o melhor jogador do ano. Nenhum outro jogador consegue ter a preponderância, o brilhantismo e a criatividade de Leo, que vai levando um Barcelona instável às costas. Nesse sentido, a atribuição da 6.ª Bola de Ouro da carreira apenas surpreendeu os mais desatentos, troféu que juntou à 6.ª Bota de Ouro após apontar 36 golos na La Liga.

Rafael Nadal – Num ano onde o veterano Federer teve os seus momentos de brilhantismo e Novak Djokovic arrebatou 2 Grand Slams, nenhum outro tenista foi tão espectacular como Rafael Nadal. O espanhol terminou 2019 no 1.º lugar do ranking, numa temporada em que esteve em três finais do Grand Slam e conquistou o 12.º Roland Garros da sua carreira e o 4.º US Open. Rafa venceu ainda a Taça Davis e já só está a 1 Major de Federer.

Bruno Lage – Será, possivelmente, o nome mais surpreendente deste elenco pela forma como surgiu, viu e venceu no Benfica. O técnico entrou nas Águias em Janeiro e, apesar da situação adversa, conseguiu uma regularidade estupenda, que levou o clube à conquista do 37.º campeonato da sua história. No Algarve, alcançou ainda a Supertaça, com a sua equipa a aplicar um 5-0 ao rival Sporting, e segue na liderança do campeonato vigente, com um percurso quase imaculado (13 vitórias e 1 derrota) e quatro pontos de avanço sobre o FC Porto. Fica alguma mágoa nos adeptos em relação à prestação na Liga dos Campeões e na Taça de Portugal, mas não há dúvida de que o setubalense deu uma volta no futebol do Benfica, juntando resultados à potenciação do colectivo e de vários jogadores.

Lewis Hamilton – O piloto da Mercedes fez história em 2019 (413 pontos no campeonato), tendo arrecadado o 6.º Mundial de F1 da sua carreira. O britânico já só está a um título do lendário Schumacher e, após ter somado 11 vitórias no ano (leva 84 no total), já só está a 7 triunfos dos 91 do alemão. Nesse sentido, parece não haver grandes dúvidas de que é um mais forte actualmente (é também, por larga margem, o piloto com mais poles) e em 2020 tem tudo para repetir o feito.

João Félix – É caso para dizer que nasceu mais uma estrela no futebol português. Não era opção principal para Rui Vitória, mas com Bruno Lage ganhou outro protagonismo e acabou por ser peça essencial no Benfica. Félix emergiu com o seu talento e técnica, tornou-se no jogador mais desequilibrador do campeonato e no defeso proporcionou a transferência mais impactante da década, com o Atlético Madrid a pagar 126 milhões de euros. O início no Wanda Metropolitano não tem sido fácil, mas aos poucos Félix vai conquistando o seu espaço, sendo que na selecção é também já uma presença habitual no lote de convocados. Como cereja no topo do bolo surge a eleição no prémio Golden Boy.

Egan Bernal – Por falar em estrelas, Egan Bernal. Roglic venceu a Vuelta, Carapaz o Giro, mas nenhum ciclista teve o impacto do colombiano em 2019. Há muito que o potencial do pequeno trepador era reconhecido, mas com o triunfo no Tour, onde Bernal foi o mais jovem vencedor nos últimos 110 anos (3.º mais jovem de sempre), confere-lhe outro estatuto no pelotão. Trata-se de um fenómeno aos 22 anos, que já será o melhor do mundo em provas e uma e três semanas, sendo que à amarela na Grande Boucle juntou ainda a camisola da juventude e os triunfos no Paris-Nice e na Volta à Suíça. Em 2020 será interessante perceber como será a relação com Froome, mas não há dúvida de que estamos perante um talento imenso.

Pep Guardiola – O catalão é o técnico mais titulado da actualidade (29 títulos contra os 25 de Mourinho e os 21 de Ancelotti) e em 2019 juntou mais 4 troféus à sua lista, vencendo todas as provas em Inglaterra. Numa disputa titânica com o Liverpool, o Manchester City levou a melhor na Premier League (98 pontos, mais um que os Reds) e arrecadou ainda a FA Cup, a Supertaça e a Taça da Liga. Fica um amargo de boca em relação à Champions e o título inglês 2019/20 também já está a 14 pontos de distância, mas nunca nenhum outro técnico teve este domínio em solo inglês num tão curto espaço de tempo (7 títulos nos últimos 8 possíveis).

Kawhi Leonard – O norte-americano quis assumir as rédeas dos Toronto Raptors e levou a formação do Canadá ao primeiro campeonato da sua história. Foi o 2.º anel de Kawhi, numa temporada em que a sua preponderância foi evidente, ao ponto muitos já colocarem o ala como o melhor jogador da Liga (na ausência de KD essa distinção parece evidente), tal é o seu impacto nos dois lados do campo. No defeso trocou o Norte por LA e promete voltar a fazer miséria nos Clippers.

Jorge Jesus – Após uma experiência no Al Hilal da Arábia Saudita, onde teve o seu papel na construção de um plantel que viria a sagrar-se campeão continental, Jorge Jesus abraçou o projecto do Flamengo e levou o clube carioca ao melhor ano da sua história. Com uma limpeza impressionante, o Fla arrecadou o Brasileirão (16 pontos de avanço, após ter entrado com 8 de atraso) e bateu no River Plate na final da Libertadores. Com a conquista dos dois troféus mais importantes do ano, Jesus tornou-se rei no Rio, tendo ainda conseguido equilibrar a final do Mundial de Clubes com o gigante Liverpool, perdendo apenas no prolongamento. Em 2020 tem tudo para continuar a ganhar, começando já pelo Estadual.

Rodrigo Ferreira

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