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Orçamentos no Sporting para 2020/21 vão baixar

Os orçamentos do futebol e outras modalidades do Sporting vão ser mais baixos em 2020/21 do que foram na presente época, devido ao impacto da pandemia de covid-19, disse hoje o presidente dos leões, Frederico Varandas.

“Só não sabemos o quanto [vão baixar]. A pandemia… ninguém estava preparado. Esta pandemia, se tem sido há um ano, o Sporting colapsava financeiramente”, explicou o dirigente leonino, em entrevista ao canal televisivo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Sobre as medidas de resposta do clube lisboeta, Varandas realçou que não tem de momento orçamentos de clube ou SAD para a próxima temporada, porque não há como “estimar receitas”, devido à incerteza.

Os cortes salariais em jogadores, administradores e o lay-off de mais de 80 por cento dos funcionários, bem como o “plano de consolidação financeira”, permitiram também fazer frente ao impacto da pandemia.

Para Varandas, o país está “a sair da crise sanitária, mas a entrar no furacão da crise económica e financeira”, num momento “muito complicado” para todos os setores da economia, incluindo o futebol.

A entrevista passou por vários assuntos, como os diferendos com outros clubes devido a transferências de jogadores, como Bruno Fernandes ou Battaglia, mas o dirigente verde e branco explicou que é da competência dos tribunais decidir sobre essas matérias.

No aspeto financeiro, a antecipação de receitas do contrato de direitos de transmissões televisivas e o impacto que a devolução de parte dos valores dos lugares anuais desta época, pelos jogos remanescentes que serão disputados à porta fechada, foram temas abordados, assim como a incerteza de não se saber “qual a lotação que o estádio pode ter” na próxima temporada.

Para Frederico Varandas, há 20 meses no cargo de presidente do Sporting, a I Liga “tem de reduzir urgentemente para 16 equipas” o número de participantes, como parte de um plano de futuro para o futebol português no qual este ganhará “competitividade”.

Varandas mostrou-se a favor da centralização dos direitos televisivos, para a qual “o futebol português tem de se preparar”, e confessou que não vê sentido na realização da Taça da Liga “com 34 jornadas” de campeonato, mas sim “se for reduzido o campeonato”, pedindo ainda outras reformas para o desporto em Portugal.

No futebol, o “ADN do Sporting é a formação” e, por isso, ficou a garantia de que “oito a 12” dos membros do plantel do próximo ano serão formados no clube, tendo o dirigente elencado vários membros das equipas jovens como futuras ‘estrelas’ da equipa principal.

O presidente leonino abordou ainda a saída do Conselho Diretivo do vice-presidente Filipe Osório de Castro e do vogal Rahim Ahamad, justificando esta decisão dos próprios como estando tomada há dois meses e sendo motivada pelos “compromissos e responsabilidades” para com as suas empresas face à pandemia.

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