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“Muita gente com responsabilidades no país considera Rui Pinto um herói”

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, foi desafiado a responder se Rui Pinto é um herói ou um criminoso, durante a entrevista desta noite à TVI.

“Não tenho opinião, não liguei ao processo, o tribunal é que vai decidir. Sei é que há muita gente que tem corresponsabilidades no país (e que quer ainda ter mais) que o consideram um herói, porque denunciou irregularidades que se passavam”, reagiu o dirigente.

O líder dos dragões saiu então em defesa de Francisco J. Marques, o diretor de comunicação do FC Porto que foi condenado (o caso está agora em sede de recurso) por divulgar o caso dos emails, revelado por Rui Pinto no Football Leaks, através do Porto Canal.

“Se essas irregularidades [denunciadas por Rui Pinto] não tivessem sido difundidas morriam no cesto dos papéis. Quem as pôs cá fora é um herói, mas quem as divulgou é condenado, como foi um funcionário do FC Porto. Se o Rui Pinto for considerado um herói, espero que o nosso funcionário o seja duplamente”, afirmou.

Ainda sobre Rui Pinto, Pinto da Costa afirmou que, “se hoje tem uma proteção especial, é pela importância do que denunciou”.

A partir da justiça, o dirigente portista passou para a regionalização, responsabilizando o mais alto magistrado da nação por manter o centralismo.

“Já me queixo menos [do centralismo] porque há mais. Sou defensor da regionalização, onde é que esbarra tudo? O senhor Presidente da República é contra a regionalização, nós temos que estar calados e esperar que ele vá embora. A regionalização não anda porque o Presidente da República não quer”, acusou.

“O centralismo de Lisboa é um estado de alma do país. Agora vieram com a descentralização, uma tanga para enganar. A regionalização está na Constituição, não fui eu que apareci com ela”, acrescentou.

Entre muitos outros temas, Pinto da Costa garantiu que o filho (empresário de jogadores) não tem negócios com o FC Porto, lembrou que Alex Telles manifestou publicamente o desejo de sair, salientou que Fábio Silva rendeu 30 milhões de euros quando podia ter saído por 10 milhões, criticou os empresários que querem “ganhar tanto como os jogadores” e garantiu que Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, daria “um excelente secretário de Estado do Desporto”.

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