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“Já vi campeões fazerem o mesmo”. Vidigal e as críticas ao irmão sobre anti-jogo

Antes de receber o Marítimo, Sérgio Conceição disse que espera ter um jogo corrido e sem paragens constantes, comentando as queixas que o Tondela fez após jogar com os insulares.

Confio na inteligência do Lito Vidigal para não fazer algo que envergonha o futebol português. Somos das ligas com menos tempo útil de jogo. E acho que isso é um problema que merecia outro tipo de discussão”, afirmou Sérgio Conceição, esperando que o arbitros estejam atentos.

Luís Vidigal, antigo internacional português, irmão do técnico do Marítimo, defende Lito das críticas que tem sido alvo.

“Lamento mas ele não é o único”, referiu Luís Vidigal, em declarações ao Bola na Rede, dizendo que se lhe perguntarem se gosta das constantes quebras no jogo que depois têm reflexo no tempo útil, irá responder “que não” gosta.

Luís Vidigal sublinha que os treinadores “têm objetivos” e em algum momento “usam este tipo de comportamentos” para atingirem os objetivos que têm para as suas equipas.

Defender de um estilo de jogo e uma abordagem às partidas diferentes, Vidigal deixa no ar uma ideia que poderia ser aplicada no futebol nacional, com uma espécie de “pacto” entre todos.

“Deveria haver um pacto na I Liga, entre todas as equipas, para eliminar estes comportamentos e isso seria valorizar o nosso campeonato”, referiu o antigo médio que fez carreira no Sporting e nos italianos do Nápoles, entre outros emblemas.

Luís Vidigal diz que, para tal, teriam de “ser todos” e lembra que às vezes existe a necessidade de, quem está em primeiro, recorrer ao mesmo tipo de práticas.

“Quem está em primeiro, se tiver a necessidade de fazer isso… nós já vimos. Talvez não com tanta frequência mas nós já vimos”, sustenta Luís Vidigal, recordando que também com os ditos grandes estas coisas acontecem.

“Na necessidade dos ditos grandes, o guarda-redes cai no chão, a bola sai, a garrafa de água cai, etc e por aí fora. Por isso, devia aparecer um pacto de todos para não se usar este tipo de comportamentos”.

“Seria fantástico e teríamos mais tempo de jogo e mais qualidade”, afirmou Luís Vidigal, que realça ainda que “críticas gratuítas e isoladas” não lhe “parecem justas”.

“Esqueçam que ele é meu irmão. Não tem nada que ver. Eu já vi clubes de maior dimensão, campeões, a fazerem o mesmo. Não tantas vezes mas fazerem o mesmo em algum momento porque precisavam. Portanto, se uns fazem porque outros não podem fazer? Que seja definitivamente para abolir este tipo de comportamento e estaremos todos a aplaudir. Mas todos.”

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