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“Isto nunca me tinha acontecido, mas voltaria a assinar pelo clube”, diz Faquirá

Daúto Faquirá considera que estava a realizar um bom trabalho no Sporting da Covilhã e que há qualidade para terminar a época no quinto ou sexto lugares. Contudo, a chegada tardia de jogadores e a ‘conta gotas’ com cinco ou seis meses de paragem, devido à covid-19, são alguns aspetos que condicionaram o trabalho e determinaram a saída ao fim de três encontros, o que é inédito na carreira do experiente treinador.

“Após dois meses de pré-época, a nossa avaliação foi feita em nove dias. Jogámos na segunda-feira (19/9) o primeiro jogo, atuámos no sábado (22/6) em casa e jogámos terça (26/6) em Vizela e na quarta-feira fui-me embora. Não parece que tem que ver com aquilo que foi feito”, diz o técnico.

Daúto Faquirá recorda ainda a temporada 2014/2015: “À exceção da época passada, o Sporting da Covilhã, considerando os cinco primeiros desafios, esteve sempre em 15.º, no 20.º, no 22.º e duas vezes em 17.º lugar. Todavia, fomos bem tratados pelas pessoas e desejo boa sorte para o Sporting da Covilhã. Isto nunca me tinha acontecido, mas voltaria a assinar pelo clube”.

“Não tivemos resultados e são aquelas verdades de La Palisse. Ficámos com três derrotas em três jogos. Não interessa como aconteceram, as pessoas não olham para isso. Mas é importante perceber que tivemos dois jogos fora e um em casa. No duelo como anfitriões, tivemos dois penáltis falhados, o que não é comum”, destaca Faquirá.

O técnico sublinha a superioridade dos serranos sobretudo nos dois primeiros jogos: “O que conta são os resultados e os golos, mas também a sua origem. A equipa criou-os, teve sempre o domínio dos jogos e posse de bola, embora este factor acabe por ser subjetivo”.  Contudo, prossegue, “dá informações sobre o nosso domínio”.

“Só no jogo com o Vizela, a posse foi repartida. Em Penafiel, e em casa, com o Cova da Piedade, estivermos sempre por cima do jogo. Tenho a noção de que esta equipa que construímos, nós e a direção, é para estar nos cinco, seis primeiros lugares. Foi tudo pensado de forma exaustiva. Estávamos em construção, porque temos 70 por cento do plantel novo. Começámos o desafio frente ao Penafiel com três jogadores titulares no ano passado, a mesma coisa na partida com o Cova da Piedade, e, em Vizela, foram quatro titulares. Isto é um processo que carece de tempo”, resume.

Daúto Faquirá salienta o início dos trabalhos com poucos jogadores: “Tínhamos um défice que está a ser colmatado, em termos de formação de plantel, com jogadores para resolver no último terço do campo. Quando estávamos perto de começar, chegaram quatro atletas e mais um avançado, à terceira jornada. Falamos de futebolistas com lugares importantes, como guarda-redes, central, extremo e mais um avançado. Começámos a pré-época com 14 atletas, num ano atípico, com quatro a seis meses de paragem. Já fiz mais de 12, 13 plantéis e sei o que é necessário e importante para construí-los. Isto justifica, também o facto de não termos começado bem. Só na quarta semana de treino, é que tivemos um avançado à disposição, era o terceiro avançado do Sporting da Covilhã em 2020. Para três posições avançadas, tínhamos quatro jogadores e um deles sem treinos.

O ex-treinador da formação serrana elogiou o trabalho da pré-temporada, mas recorda as limitações de 2019/2020.

“Fizemos oito encontros, os resultados não são o mais importante, mas vencemos quatro, empatámos dois e sofremos duas derrotas com duas equipas da I Liga na pré-época: 1-0 com o Tondela e o mesmo resultado diante do Farense. Sei que deixámos os jogadores melhores do que aquilo que encontrámos. Ligam muito aos resultados do ano passado – foi interrompido por causa da covid-19 – e estávamos num ciclo negativo. Contudo, quando chegámos, o Sporting da Covilhã não ganhava há sete, oito jogos e, depois, houve seis encontros de resultados positivos, connosco. Mais: perdemos jogadores importantes, como o Castanheira, o Daniel, afastado dois meses, e o Silva, que não jogou mais. Acabámos por perder com as limitações no plantel”, conclui.

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