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GNK Dinamo Zagreb 1-3 SL Benfica: Susto inicial não atrapalhou encarnados

ÁGUIAS VOAM ATÉ ÀS MEIAS-FINAIS

Foi já com consciência da vitória do Ajax sobre o Midtjylland (3-1) que os encarnados iniciaram a partida com o objectivo de vencerem os croatas e rumarem às meias-finais de uma competição que ainda não ganharam, apesar da presença nas finais de 2014 e 2017. Luís Castro tinha à sua disposição a equipa na máxima força, se exceptuarmos as ausências de Tomás e Nuno Tavares, consolidados estão na equipa principal.

A surpresa mais evidente foi a ausência de Ronaldo Camará na equipa inicial em detrimento de maior presença na área adversária – Henrique Araújo começou de inicio ao lado de Gonçalo Ramos, contrabalançando a abordagem croata, que deslocou a sua principal estrela, Gvardiol, central esquerdino bom de bola, para a lateral, incluindo o estreante Les na parelha com o capitão Sutalo.

E o Dínamo, para surpresa de todos, entrou melhor. Mais determinados no choque e na pressão, impuseram-se perante a passividade encarnada, impedindo os portugueses de construir de forma competente desde atrás. Esta avalanche tática culminou no golo de Karrica á passagem do minuto 16’, aproveitando um deslize de Tiago Araújo no corredor esquerdo.

Porém, os comandados de Luís Castro foram conseguindo inverter o rumo dos acontecimentos. Melhoraram os índices de concentração, Úmaro assumiu as despesas e levou a equipa para a frente. É dos seus pés que nasce o golo do empate após contra-ataque exemplar que termina na finalização fácil de Henrique Araújo.

A segunda parte foi completamente diferente, com o domínio encarnado desde o início e ainda mais evidente após as entradas de Henrique Jocú e Ronaldo Camará – a qualidade individual da dupla foi a estocada final num Dínamo que caiu fisicamente de forma acentuada com o avançar dos minutos.

As debilidades físicas de Gvardiol e Marin, estrelas da equipa, ajudaram ainda mais á construção da vitória encarnada que apareceu em seis minutos: aos 52’ e 58’, o Benfica explorou as alas à vez e daí saíram cruzamentos para a cabeça de Gonçalo Ramos, que não desperdiçou e fez o 1-2 e o 1-3 que se manteve tranquilamente até final. Já em período de compensação, o Dínamo viu-se reduzido a nove jogadores fruto das expulsões de Josipovic e Jankovic. O Benfica defrontará então o Ajax na próxima eliminatória, em jogo agendado para o dia 22 de Agosto.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Gonçalo Ramos – Grande exibição do prodígio. Oferece-se ao jogo em todas as ocasiões, não se esconde do choque, luta e dentro da área não perdoa – parece a antítese do avançado português comum, e talvez assim se explique o sucesso recente e a sua ascensão meteórica no universo encarnado. Nota 10.

O FORA DE JOG

A academia do SL Benfica é uma das melhores escolas de formação do mundo, tendo formado nos últimos anos vários jogadores que figuram em grandes europeus.
Fonte: SL Benfica

Paulo Bernardo – Nunca apareceu verdadeiramente na partida. Engolido por Duvnjak e Jankovic, teve dificuldades em lidar com o poderio físico croata e nunca conseguiu explanar o seu talento de forma consistente. Melhorou com a entrada de Ronaldo Camará, soltou-se numa altura em que o Dínamo já não tinha argumentos para procurar outro resultado e talvez seja por aí que a sua prestação não tenha sido totalmente negativa.

ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica

Em 4-4-2 no papel, cedo se viu que Dantas nunca foi pensado para cumprir o papel na ala – essa entregou-a a Tiago Araújo vindo de trás – ocupando sim terrenos mais centrais junto de Rafael Brito. Paulo Bernardo tinha liberdade para subir, mas perdeu-se na tentativa arrojada de Luís Castro. A equipa não lidou bem com a entrada atrevida dos croatas, com a pressão alta a condicionar a saída curta e a obrigar muitas vezes ao passe longo inconsequente. A equipa foi melhorando, entrou mais organizada ao intervalo e a entrada de Ronaldo Camará foi crucial para a superioridade no centro do terreno, na segunda metade. Úmaro, sempre aberto á direita, foi o farol ofensivo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Kokubo (5)

João Ferreira (4)

Pedro Álvaro (6)

Morato (6)

Tiago Araújo (7)

Rafael Brito (6)

Dantas (7)

Paulo Bernardo (4)

Úmaro Embaló (7)

Gonçalo Ramos (8)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Araújo (5)

Henrique Jocú (6)

Ronaldo Camará (8)

Samuel Pedro (-)

Duk (-)

ANÁLISE TÁTICA – GNK Dínamo Zagreb

No habitual 4-1-4-1 de Igor Jovicevic, que entretanto foi promovido aos A’s, o novo treinador Goce Sedloski manteve as rotinas principais que levaram a equipa a eliminar Manchester City e Bayern. Em processo defensivo a equipa alternava entre a linha média de cinco, com Julardzja a acompanhar Duvnjak e Jankovic no centro, libertando-se quando a bola alternava de central, juntando-se a Fotso na linha avançada, posição que mantinha em posse, procurando espaço entre-linhas. Gvardiol, a surgir hoje pela ala esquerda, associou-se bem a Marin e os dos dois vinha normalmente o maior perigo croata.

ONZE INICIAL E PONTUAÇOES

Josipovic (5)

Batistic (5)

Sutalo (6)

Les (5)

Gvardiol (7)

Duvnjak (5)

Jankovic (6)

Julardzja (5)

Marin (7)

Fotso (4)

Karrica (6)

SUBS UTILIZADOS

Kapitanovic (5)

Parger (-)

Tomek (-)

Barisic (-)

Cavlina (-)

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