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FIFA vai aceitar adiamentos devido a “desafio de saúde sem precedentes”

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou hoje que o mundo está a enfrentar um “desafio de saúde sem precedentes” devido à pandemia de Covid-19, referindo vão aceitar os pedidos de adiamento do Europeu e Copa América.

“O mundo está a enfrentar um desafio de saúde sem precedentes e claramente é necessária uma resposta global e coletiva. Cooperação, respeito mútuo e compreensão devem ser os princípios orientadores que todos os que tomam decisões devem ter em mente neste momento crucial no tempo”, refere Gianni Infantino.

O presidente da FIFA salientou que é “imprescindível” que o mundo do futebol encontre soluções “adequadas e justas em nível global”.

“Isso requer unidade, solidariedade e um senso de responsabilidade compartilhado, e precisamos pensar em todos aqueles no mundo potencialmente afetados pelas nossas decisões”, explicou.

Gianni Infantino referiu que recebeu os pedidos da UEFA e CONMEBOL para adiar o Euro2020 e a Copa América, respetivamente, para o verão de 2021, numa data que estava reservada para o Mundial de Clubes da FIFA, tendo agendado uma reunião para quarta-feira onde vai sugerir que sejam aceites.

“Vou sugerir que se aceite os adiamentos da Copa América e do Euro, que se decida depois uma nova data para a Mundial de Clubes da FIFA e que sejam analisados os impactos nos calendários com o objetivo de encontrar soluções apropriadas”, salientou.

O responsável máximo da FIFA anunciou ainda que vão contribuir com uma verba de 10 milhões de dólares (mais de nove milhões de euros) para o fundo de resposta da Organização Mundial de Saúde, que quer discutir a possibilidade de estabelecer um Fundo Global de Assistência ao futebol para ajudar afetados por esta crise e incentiva todos no futebol a contribuir para estes esforços.

“A FIFA também consultará as partes interessadas do futebol profissional para poder anunciar em breve as alterações necessárias ou dispensas temporárias do regulamento sobre a transferência de Jogadores para proteger contratos de jogadores e clubes”, conclui.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos, o que levou vários países a adotarem medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal há 448 pessoas infetadas, segundo o mais recente boletim diário da Direção-Geral da Saúde, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

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