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FC Porto não encanta mas fica praticamente com as duas mãos no título; Azuis e brancos, que voltaram a marcar de bola parada, abusaram do mau futebol; Paços teve dois lances para empatar

Paços de Ferreira 0-1 FC Porto (Mbemba 7′)

Não foi bonito (bem pelo contrário) mas o FC Porto passou na Capital do Móvel, onde não vencia desde 2014, e tem agora mais 6 pontos que o Benfica. Os azuis e brancos até tiveram pouca qualidade com bola (muita chutão, passes errados e más decisões), no entanto prevaleceu o golo de Mbemba, em mais um lance de bola parada, logo nos minutos iniciais. Também o Paços contribuiu para esse jogo de duelos (o encontro em muitos momentos pareceu quase de distrital), mesmo assim fica a lamentar as duas oportunidades perdidas por Luiz Carlos, que podia ter empatado, e principalmente o erro de Ricardo Ribeiro (má saída) no lance que decidiu a partida.

Paços de Ferreira – Dividiu o jogo, principalmente na segunda parte esteve por cima na maior parte do tempo, e sai com uma clara sensação de “injustiça”, podendo ter somado pontos em mais um jogo após a retoma do futebol. A defesa, com Marcelo e Maracas, dominou bem os avançados do FC Porto, Pedrinho e Eustáquio também deram qualidade à posse, mas faltou mais tempo dado a Diaby que poderia ter emprestado a sua dimensão física e incomodar mais o meio-campo do oponente de hoje (Conceição, inclusive, até fez entrar Loum para “segurar” o miolo, que estava pouco povoado). De resto, fica mais uma boa prestação dos castores de Pepa, que tiveram mais ataques, remates e cruzamentos, mas acabaram traídos por um erro de Ricardo Ribeiro.

FC Porto – Os dragões marcaram bem cedo e no resto do jogo pareceram querer não arriscar e segurar o resultado o máximo que conseguiram, de tal maneira que fizeram talvez uma das piores exibições da época. A primeira parte foi sofrível e a segunda ainda pior, só vendo algo de palpável perto do fim em duas transições rápidas que podiam ter dado golo. A estratégia focou-se muito em jogar longo para Soares (13 duelos aéreos ganhos) para explorar a segunda bola, mas a construção, criação e finalização foi aquém do esperado. Individualmente, Mbemba fez o golo decisivo e ainda esteve imperial na defesa, contando com a ajuda de Manafá (fechou bem o seu flanco) e Danilo (importante a defender a sua zona e a dominar de cabeça). Com bola os melhores momentos vieram quase sempre dos pés de Corona, que apresentou bons pormenores, mas não conseguiu ser tão influente como de costume, uma vez que o jogo esteve muito parado à conta das faltas a meio-campo. Também Vitinha voltou a entrar bem, ficando perto de fazer uma assistência num lance em que conduziu e fixou o adversário com mestria, mas viu Marega (apesar dos 90 minutos, passou “ao lado” da partida) falhar o golo.

XI Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro; Jorge Silva, Marcelo, Maracás, Reabciuk; Eustáquio, Luiz Carlos; João Amaral, Pedrinho, Hélder Ferreira; Tanque.

XI FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Pepe, Alex Telles, Otávio, Matheus Uribe, Danilo, Tecatito Corona, Marega e Soares

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