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FC Porto agora fica com “as sobras dos outros”

O FC Porto esteve particularmente ativo no último dia da janela de transferências e já depois das saídas de Alex Telles e Danilo Pereira, a SAD reforçou-se com vários jogadores cedidos por emblemas britânicos.

José Fernando Rio, antigo candidato à presidência do FC Porto, que no último ato eleitoral ficou em segundo lugar, só superado na votação por Pinto da Costa, lamenta que os azuis e brancos fiquem com “as sobras”.

“Da parte dos emprestados isso é compreensível porque os emprestados são as sobras dos outros clubes”, referiu, salientando que os jogadores emprestados acarretam uma taxa de risco.

“Eu reconheço valor a estes três jogadores e acho que podem acrescentar coisas boas e opções ao plantel do FC Porto. Mas são empréstimos de apenas um ano. Será que chegam motivados? Espero bem que sim. Empréstimos a um ano parece que interessam mais a quem empresta do que a quem os recebe. E se resulta? Ajudaram o FC Porto a conquistar alguma coisa e depois vão embora? Não estou habituado a esta gestão.”

Para o ex-candidato no que toca a compras de jogadores “nem tudo é compreensível” e deixa reparos à forma como a estrutura da SAD esteve neste mercado.

O ex-candidato deixou ainda críticas à forma como os processos foram deixados para os últimos dias da janela de transferências, lembrando até que o FC Porto estava “condicionado” neste mercado “pela má situação financeira que atravessa”.

“Foi tudo um bocado confuso e parece que ficou tudo para os últimos dois dias e nesses dois dias é que se fizeram a maior parte dos negócios. Parece que houve aqui um mau planeamento”, afirmou José Fernando Rio, em declarações à TSF.

Para José Fernando Rio, fica a ideia de que “o FC Porto vendeu muito e nem sempre vendeu bem”. “Fica a ideia de que o FC Porto ou já não sabe ou não consegue fazer grandes negócios”.

“Acho que o Danilo e o Alex Telles não foram bem vendidos. Compreendo que o FC Porto tem de vender, compreendo a idade dos jogadores, compreendo que eles também queiram sair, compreendo que o Alex Telles daqui a pouco fosse um jogador livre agora 15 milhões de euros por um jogador decisivo como Alex Telles parece-me muito pouco.”

José Fernando Rio lembra que “aqui há uns anos o FC Porto não faria estes negócios” e até admite que no caso da venda de Danilo “não é tão mau” este negócio para o clube portista.

“São duas vendas que o FC Porto faz porque necessita de realizar um encaixe”, destacou, criticando a ausência de aposta nos jovens da formação azul e branca, numa crítica que Domingos Paciência já tinha deixado.

“Na campanha eleitoral, Pinto da Costa prometeu uma grande aposta na formação e que seria o grande fornecedor e sustento da equipa principal. Ora bem, Fábio Silva foi vendido, o Vitinha também foi emprestado com opção de compra obrigatória. O Tomás Esteves foi emprestado, o Diogo Queirós foi vendido. O Diogo Leite não saiu devido aos problemas no Valência se não também saíria. Parece mais uma promessa que deu jeito na campanha e que agora não é para cumprir”.

Apesar desta abordagem no mercado, José Fernando Rio acredita nas capacidades de Sérgio Conceição para montar um plantel que dê garantias de sucesso em tons de azul e branco.

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