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“Falta-me ganhar o Campeonato do Mundo”, assume Fernando Santos

Fernando Santos igualou esta noite Luiz Felipe Scolari como o técnico com mais jogos pela seleção nacional e, depois de levar Portugal à conquista do Europeu e da Liga das Nações, fez questão de elevar a fasquia.

“[Falta-me] ganhar o Campeonato do Mundo”, reagiu Fernando Santos, quando questionado sobre o que lhe falta realizar ao comando da equipa nacional, nas declarações à RTP após a partida.

Analisando a prestação de Portugal frente à Espanha, no particular desta noite, o selecionador começou por admitir que os primeiros 25 minutos “foram muito sofríveis”.

“Não nos encontrámos no jogo, a organização estratégica foi sempre errada, a defender estivemos muito mal, a conceder espaços entrelinhas. Quando tentámos sair a jogar, também não encontrámos os caminhos certos. A Espanha foi claramente superior a nós nesse período”, reconheceu.

“Valeu pela entrega dos jogadores, mas Portugal não é só isso. Depois dos 25 minutos, a nossa exibição foi em crescendo, a equipa começou a perceber melhor o que tinha de fazer em campo, começámos a ter mais bola. Na segunda parte, o jogo foi diferente, mais repartido, com duas equipas equilibradas, mas com Portugal a ter as melhores oportunidades, duas delas a acertarem nos postes”, acrescentou Fernando Santos.

Para o selecionador nacional, o empate sem golos com a Espanha acabou por ser um resultado “justo, apesar de Portugal, pelas oportunidades que teve, poder vencer”.

Segue-se agora a França, no domingo, para a Liga das Nações, com Fernando Santos a garantir que o jogo “não é uma final”.

“Depois disso, faltam dois jogos. Vai ser um jogo diferente, entre equipas com abordagens diferentes. Espero que Portugal esteja ao seu melhor nível, do primeiro ao último minuto”, concluiu o selecionador nacional.

Pela zona de entrevistas rápidas passaram também alguns jogadores, como Trincão, avançado que no Barcelona joga com Lionel Messi e na seleção com Cristiano Ronaldo.

“É impossível” dizer qual deles é melhor, respondeu o jovem avançado, quando desafiado a responder à pergunta ‘clássica’.

“Tenho, sim, um orgulho enorme em poder jogar com os dois”, acrescentou.

Sobre a partida, Trincão confessou que foi “muito difícil, contra uma equipa muito boa”.

“Foi uma sensação muito boa ser titular, num jogo de preparação para dois jogos muitos difíceis que aí vêm”, referiu ainda o avançado.

 

Rúben Semedo também prestou declarações, após se ter estreado pela seleção nacional.

“Era um sonho meu. Estou muito feliz por ter jogado pela seleção, ainda por cima num estádio especial para mim. Fizemos um bom jogo, contra uma seleção muito boa”, afirmou.

“As grandes equipas são assim. Jogam um jogo e, assim que acaba, já têm de se preparar para outro. Agora, é descansar e pensar no próximo jogo”, disse ainda o central, não comentando as alegadas negociações com o Benfica.

“Estou focado na seleção, não estou a pensar em nenhuma equipa”, defendeu-se.

Já Rúben Neves reconheceu que Portugal não jogou “o futebol que queríamos” nos primeiros 25 minutos, tendo então “ajustado” e alcançado um resultado que se adequa “ao que se passou em campo”.

“Sabemos que a França é um tubarão, mas Portugal entra em todos os jogos para ganhar e queremos trazer os três pontos”, continuou o médio, numa antevisão ao jogo de domingo.

Da parte de Espanha, Rodrigo afirmou que o adversário de Portugal foi “superior” nos primeiros 25 minutos, mas, com o decorrer da partida, “Portugal equilibrou”, pelo que o empate “foi um resultado justo”.

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