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“Doyen funcionava como uma droga para o futebol”, diz Bruno de Carvalho

Antigo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho foi hoje a tribunal defender Rui Pinto e, à saída, teceu críticas à Doyen e aos responsáveis leoninos que lhe sucederam.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Rui Pinto terá acedido ao email de Bruno de Carvalho ao longo de dois meses, em 2015.

Muita da informação que o hacker obteve através do acesso ilegítimo ao sistema informático do Sporting, ainda de acordo com a acusação, foi depois divulgada publicamente através do Football Leaks.

À saída da 13.ª sessão do julgamento, Bruno de Carvalho desvalorizou essa informação e salientou que, já depois de ter sido destituído, foi divulgada informação interna com consequências “muito graves” para o Sporting.

“Houve uma série de informação que saiu do Sporting, a informação que saiu após a minha saída é muito grave, porque colocou o Sporting em desvantagem perante os rivais. Mas não vejo processo nem julgamento, se calhar porque não foi um acesso externo”, ironizou.

Outra das alegadas vítimas de Rui Pinto foi o fundo de investimento Doyen Sports, que à data estava a ser criticado publicamente por Bruno de Carvalho, então presidente do Sporting.

“Quando cheguei, o Sporting lidava com três fundos. O pior de todos era a Doyen”, começou por salientar.

“O que aprendi com a Doyen é que funcionava para o futebol como a droga para aqueles que são agarrados”, comparou Bruno de Carvalho.

Os clubes que recorriam à Doeyn ficavam com um comportamento semelhante a quem sofre de adição, reforçou o ex-dirigente.

“Tinham muito dinheiro, dava uma sensação de prazer quando havia esse dinheiro, mas quando percebiam que não resolviam sozinhos a dívida que já tinham precisavam de ir ao fundo receber nova dose”, o que iria fazer essa dívida, explicou.

De acordo com a Renascença, Bruno de Carvalho declarou, ao ser ouvido em tribunal, que o trabalho de Rui Pinto no Football Leaks “deu jeito” na exposição da “intromissão da Doyen na gestão do clube”.

“Basta ver que, nos dois anos da Doyen como fundo que financiou o Sporting, houve um prejuízo de 100 milhões de euros e depois, enquanto eu lá estive, foi um lucro de 52 milhões”, fundamentou.

O ex-presidente do Sporting referiu ainda, segundo O Jogo, que antes de Rui Pinto divulgar informação sobre os clubes já “algumas coisas”, como os contratos de Mitroglou, Cervi e Coates, tinham sido divulgados “por comentadores ligados ao Benfica, nomeadamente António Simões na SIC e Pedro Guerra na TVI”.

 

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