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Diretor do Boavista prevê “investimento em crescendo” para metas “ambiciosas”

O investimento do Boavista evoluirá “em crescendo”, visando um clube “pujante e afirmativo” na I Liga, rumo a objetivos “ainda mais ambiciosos”, apontou hoje Admar Lopes, o novo diretor-geral para o futebol.

“O objetivo é claro: não queremos ser bem-sucedidos apenas num ano, mas que o Boavista tenha sucesso de forma contínua e consistente a médio e longo prazo. Estamos a trabalhar para criar as bases que nos levem a um futuro sustentado e recheado de sucessos desportivos”, frisou o dirigente, em declarações divulgadas no sítio oficial dos ‘axadrezados’ na Internet.

O campeão nacional em 2000/01 revolucionou toda a estrutura durante o defeso, em função do investimento do empresário hispano-luxemburguês Gérard Lopez, proprietário dos franceses do Lille e dos belgas do Mouscron, que acordou com a direção de Vítor Murta a compra da maioria do capital social da SAD.

“Estamos a modernizar o clube a todos os níveis, respeitando sempre os valores e a grande história do Boavista. Disso é exemplo a melhoria das nossas infraestruturas, como a construção do novo complexo desportivo, que substituirá os antigos campos de treinos contíguos ao estádio e que deve estar concluído ainda este mês”, notou.

Quanto ao futebol profissional, a criação de “um plantel competitivo e com um grande futuro” traduziu-se em 19 reforços e na contratação do treinador Vasco Seabra, “claramente identificado” com um projeto baseado num “futebol entusiasmante”, que favoreça “uma cultura permanente de vitória e de exigência máxima no dia-a-dia”.

“Temos o objetivo de jogar um futebol condizente com o potencial técnico dos nossos jovens talentos, mas que beba muito do ADN do Boavista em termos de agressividade, garra e querer. Assim, vamos criar uma simbiose perfeita com a nossa massa adepta e voltar a ter um ambiente infernal para os adversários no Bessa”, vincou Admar Lopes.

Boa parte do “plantel, a pensar em vários anos”, partiu da “estratégia de ‘scouting’ global” de Luís Campos, diretor desportivo do Lille, cuja “competência e reputação” no futebol internacional foi “determinante”, ao ponto de ter seduzido “jovens com grande talento e potencial”, que “estavam a ser disputados por clubes com poder económico superior”.

“Sentimos que também era importante ter uma espinha dorsal de jogadores mais experientes, permitindo o crescimento mais sustentado dos mais jovens. Em todos os casos, foi analisado, para além das qualidades físicas, técnicas e táticas, o perfil psicológico de todos os atletas, de forma a encaixarem na cultura do Boavista”, contou.

A proximidade de Luís Campos e Admar Lopes, fulcrais no último campeonato francês conquistado pelo Mónaco (2016/17) e na revitalização do Lille, convive com um Boavista “completamente autónomo”, assente numa “sintonia total” com “as ideias” do presidente Vítor Murta e do ex-futebolista e atual diretor desportivo, Ricardo Costa.

As ‘panteras’, no 14.º lugar da I Liga, com dois pontos em três jornadas, vão expor na sexta-feira aos associados o “processo de transmissão parcial” das participações da SAD pelo clube, além da discussão e votação do relatório e contas do ano de 2019, numa assembleia geral extraordinária, que tem início às 21:00, no Estádio do Bessa, no Porto.

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