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Desportivo das Aves arranca treinos coletivos com plantel na máxima força

O plantel do Desportivo das Aves avançou para treinos coletivos no relvado, após duas semanas de trabalho individualizado e sem casos de infeção por covid-19, anunciou hoje o último classificado da I Liga.

“Os treinos coletivos do CD Aves arrancaram esta segunda-feira de manhã, no estádio do clube, com todos os jogadores do plantel profissional a entregarem-se a 100 por cento. De salientar no primeiro treino da semana a boa disposição do grupo de trabalho, agora mais seguro, depois dos testes à covid-19 não terem revelado qualquer caso positivo”, lê-se em comunicado publicado pelos nortenhos no sítio oficial na Internet.

Os 66 membros da estrutura do Desportivo das Aves conheceram no domingo os resultados negativos na primeira bateria de testes de despistagem ao novo coronavírus, um dia após terem sido examinados no centro de rastreio móvel montado no Queimódromo do Porto, com colheita de sangue e zaragatoa nasal.

“O técnico Nuno Manta Santos tem todos os jogadores à disposição e a evoluírem sem quaisquer limitações. Todos têm reagido bem às cargas físicas individuais mais exigentes da primeira quinzena dos trabalhos, não tendo acusado cansaço muscular”, indica a nota.

O plantel voltará a treinar em conjunto no estádio do CD Aves na terça-feira, tendo em vista o regresso da I Liga, suspensa desde 12 de março, que deve ser disputada à porta fechada a partir de 04 de junho, devido à pandemia de covid-19, com os nortenhos na última posição, com 13 pontos em 24 jornadas, nove abaixo da zona de salvação.

O presidente Armando Silva, sugeriu hoje que o clube impugnaria o campeonato caso seja inviabilizada ao Desportivo das Aves a realização dos jogos caseiros no concelho de Santo Tirso, cenário recusado horas depois pelo administrador da SAD.

“Ainda aguardamos pelo regulamento da Federação Portuguesa de Futebol [FPF] e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional [LPFP], mas estamos a fazer um esforço para jogar em casa. Se determinarem que não reunimos as condições necessárias, teremos de jogar fora e os jogadores irão entrar em campo para acabar o campeonato”, assegurou à agência Lusa o líder da sociedade anónima nortenha, o chinês Wei Zhao.

Há três semanas, o Desportivo das Aves pediu esclarecimentos à FPF e à LPFP sobre o regresso do principal escalão em plena pandemia, numa carta assinada pelo líder da SAD, em que levantou dúvidas sobre os contratos e a segurança dos atletas.

No plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, o Governo autorizou a realização à porta fechada dos 90 jogos do campeonato, que é liderado pelo FC Porto, com um ponto de vantagem sobre o campeão Benfica, e da final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, tendo excluído a continuidade da II Liga.

Os nortenhos têm atravessado uma série de contrariedades desportivas, diretivas e financeiras desde agosto e podem perder dois a cinco pontos pelo atraso salarial verificado entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, dívidas justificadas pela SAD com a paralisação da atividade económica na China, motivada pela covid-19.

O processo seguiu da LPFP para o Conselho de Disciplina da FPF em 03 de abril e resultou nas desvinculações unilaterais do guarda-redes francês Quentin Beunardeau e do avançado brasileiro Welinton Júnior nos dias posteriores, quando a SAD tinha começado a liquidar verbas de janeiro e fevereiro aos plantéis principal e sub-23.

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