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Daúto Faquirá considera que Covilhã tem valor para chegar aos primeiros lugares

O treinador Daúto Faquirá, há uma semana dispensado do SC Covilhã, considera que tinha condições para continuar no emblema da II Liga de futebol e frisa que o grupo tem valor para ascender aos primeiros lugares.

“Sei o que estávamos a fazer. Com o tempo e a integração dos novos jogadores, a equipa tem tudo para se guindar para os primeiros lugares da tabela classificativa”, disse hoje à agência Lusa Daúto Faquirá.

O treinador, que deixou de treinar os ‘leões da serra’ depois de em três jornadas não ter conseguido pontuar, salienta ter deixado “um legado desportivo, que o tempo se encarregará de mostrar ser válido”.

Daúto Faquirá acentua que em quatro das últimas seis temporadas o Sporting da Covilhã chegou à quinta jornada nos lugares de despromoção e sublinha requerer “tempo e paciência” a construção de um plantel, “com a sangria” sofrida.

O técnico realça ter saído numa altura em que 15 jogadores eram novos no plantel e foram chegando “a conta-gotas”, de longas paragens devido à covid-19.

Daúto Faquirá acrescenta ter iniciado a pré-época com 14 jogadores e frisa que o único avançado “chegou à quarta semana de preparação”.

“Priorizámos o desenvolvimento dos processos e dos comportamentos nos vários momentos do jogo”, enfatiza o luso-moçambicano, segundo o qual faltou “maior capacidade individual para fazer um maior e melhor aproveitamento das situações de finalização”.

As limitações estavam “perfeitamente identificadas” e para ter maior “poder de fogo na frente” era necessário um avançado de corredor central, mais fixo, que soubesse jogar de costas para a baliza e tivesse “veia goleadora”, assim como um “extremo desequilibrador”.

“Estou plenamente seguro de que, com a vinda dos novos jogadores e a sua integração no plantel, a equipa dará naturalmente um salto qualitativo nas prestações e aliará às exibições, seguras e personalizadas, os resultados que o presidente e a cidade querem e merecem. É tudo uma questão de tempo”, antecipa Daúto Faquirá.

Alvo da contestação dos adeptos, o treinador lembra ter chegado ao Sporting da Covilhã em dezembro, numa altura em que a equipa não vencia há oito jogos, e ter começado a ter bons resultados, tendo depois perdido jogadores como Adriano.

“Se outros treinadores passaram por fases muito mais longas com resultados adversos, não percebo o porquê dessa contestação”, comenta Daúto Faquirá, que entende não lhe competir a si comunicar com os adeptos eventualmente descontentes e explicar o trabalho feito.

Depois da saída, o treinador diz que as relações com os responsáveis do clube ficaram “normais, de respeito” e afirma não poder dizer que se sente injustiçado, porque “isso não existe no futebol.

“As pessoas acharam que eu não era a pessoa indicada para orientar a equipa. Aceito e desejo todo o sucesso”, refere Daúto Faquirá.

Daúto Faquirá foi substituído por Capucho, que conquistou a primeira vitória ‘serrana’ na edição 2020/2021 da II Liga de futebol, frente ao Varzim, por 2-1.

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