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Candidatura ao Mundial2030 “é excelente para o futebol português e espanhol”

O selecionador nacional, Fernando Santos, elogiou o acordo hoje formalizado por Portugal e Espanha para uma candidatura conjunta à organização do Mundial2030.

“Vou, seguramente, apoiar em força. É excelente para o futebol português e espanhol, com alguma justiça. Organizar sozinho não é tão fácil. [A Península Ibérica] tem duas das melhores seleções do mundo e cabe muito bem o Campeonato do Mundo”, declarou o técnico, na conferência de imprensa após o jogo com a Espanha (0-0).

A partida, de preparação, serviu de ensaio para o regresso do público aos estádios, tendo sido autorizada a entrada de 2500 espectadores.

“É um cheirinho agradável. Correu tudo muito bem e é a prova que o futebol pode ter público, desde que as pessoas percebam como o futebol pode ter público. Vamos ter oportunidade de duplicar para 5000 pessoas [frente à Suécia]. Não vai voltar a normalidade de se ter 50 mil ou 60 mil adeptos, porque não é possível e a saúde está em primeiro lugar”, comentou o selecionador.

Sobre a partida, Fernando Santos confessou que os primeiros 25 minutos foram “sofríveis”, pois “a organização não funcionou”.

“Sabíamos o que eles faziam, mas se tivéssemos um pouco de trabalho não tínhamos cometido erros. Demos sempre espaço para jogar, foi o principal problema. Eles têm um ADN igual ao nosso, de ter bola e de obrigar o adversário a correr. No processo de organização demos sempre muito espaço e não encontrávamos espaço para sair, nem linhas para criar problemas e obrigá-los a correr. Valeu a excelente atitude e entrega para tentar superar a questão”, analisou.

Corrigido o problema, Portugal retomou “o curso normal” e passou a conceder “menos espaço”, bem como “a ganhar a bola”.

“O jogo ficou claramente mais equilibrado. Na segunda parte melhorámos muito, percebemos o que não estávamos a fazer tão bem. Portugal teve cinco grandes oportunidades de golo e aí fomos superiores”, acrescentou o técnico.

Segue-se, no domingo, a França, para a Liga das Nações.

“O jogo de hoje era tão importante como o próximo, mas este não valia três pontos. Para nós, não há jogos particulares. Levámos o jogo muito a sério, estamos a representar Portugal”, finalizou Fernando Santos.

Já Rúben Neves explicou que “há coisas positivas a retirar” deste particular com a Espanha, depois de uma entrada em falso “nos primeiros 25 ou 30 minutos”.

“Não estivemos bem, mas reagimos e, principalmente na segunda parte, reajustámos. Tivemos as melhores ocasiões do jogo, creio. Já sabíamos que a Espanha tem excelentes jogadores. Faltou um pequeno ajuste para conseguirmos posicionar-nos melhor, mas ajustámos depois muito bem. Conseguimos lutar com a Espanha de igual para igual e foi um jogo repartido”, destacou o médio.

Questionado sobre o regresso dos adeptos, Rúben Neves assumiu que os jogadores sentiam “falta de ter os aplausos”.

“Obrigado a eles. É importante voltarem ao estádio e correu extremamente bem. Espero que possamos contar com mais público nos próximos jogos”, concluiu o internacional português

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