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Bruno de Carvalho quer “colaborar para que quem é corrupto seja castigado”

Bruno de Carvalho admite que Portugal enfrenta não uma mas, sim, duas pandemias em simultâneo e espera dar um contributo para que ambas possam ter o seu fim.

Em mensagens partilhadas na sua conta oficial na rede social Twitter, o ex-presidente do Sporting revela que irá prestar esclarecimentos junto do tribunal no âmbito do processo Football Leaks e terá aí oportunidade de ajudar as autoridades a combater a corrupção.

“Portugal e o mundo estão a viver duas pandemias: a Covid-19 e a corrupção”, confirmou Bruno de Carvalho, destacando que, na quinta-feira, a partir das 09h30, irá “testemunhar no caso Rui Pinto” e espera com as suas palavras ajudar a chegar à verdade nesta situação.

“Se usando máscara quero contribuir para o combate à covid-19, com as minhas palavras espero colaborar para que quem é corrupto seja castigado”, assegurou o antigo presidente do Sporting.

Ao comentar o processo Football Leaks, Bruno de Carvalho faz uma analogia com o uso de máscara e as “máscaras” que andam por aí e que, no entendimento do ex-líder leonino, servem para esconder os que, alegadamente, andam à margem da lei.

“Se usamos máscaras, como cumprimento de regras de responsabilidade social, este julgamento deve analisar as inúmeras máscaras que têm vindo a ser usadas por quem viola a lei”.

De igual modo, o antigo presidente do Sporting espera que com o seu depoimento seja possível “rever algumas regras, para que quem prevarica, seja realmente punido” pela justiça.

Bruno de Carvalho deverá dar conta do impacto que terá tido o ataque informático ao clube de Alvalade, em 2015, altura em que era presidente do clube.

O ex-presidente dos leões será ouvido já depois de terem prestado esclarecimentos Octávio Machado, ex-diretor do Sporting, e do coletivo de juízes ter ouvido também as testemunhas Rui Caeiro e Paulo Antunes, que integraram a SAD do Sporting.

Rui Pinto, de 31 anos, responde em tribunal por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ‘pirata informático’ responde ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 7 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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