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Bruno de Carvalho critica “análises reles” da “cartilha” do Sporting

Bruno de Carvalho reagiu mal a um artigo de opinião do antigo dirigente leonino Carlos Barbosa da Cruz, acusando-o de seguir “a cartilha que impera em Alvalade”.

Nesse texto publicado nesta quarta-feira, no jornal Record, o advogado aborda o “poder das claques” no clube de Alvalade, considerando que Bruno de Carvalho concedeu-lhes mais poder, “para patamares nunca antes vistos”.

E em contrapartida, prossegue Barbosa da Cruz, “a Juve Leo assumia-se como a guarda pretoriana do regime, protegendo o líder da ocasião, intimidando quem ousava dele discordar e passando os recados que não podiam ser dados diretamente”.

Recordando o episódio de Alcochete e a saída de Bruno de Carvalho do Sporting, o antigo membro do Conselho Diretivo do Sporting tece elogios a Frederico Varandas, considerando que “nenhuma direção pode pactuar com subversões institucionais”.

Bruno de Carvalho, visado neste texto, acusa Carlos Barbosa da Cruz de fazer “uma reles análise” e sugere mesmo que os comentadores do Sporting seguem uma cartilha.

“A partir do momento em que os sócios ‘esqueceram’ a violação gravíssima de estatutos associada a esta última Assembleia-Geral do clube, só porque o resultado foi bom, não se podem queixar deste tipo de análises reles e seguidoras da cartilha que impera em Alvalade”, escreveu Bruno de Carvalho, no Twitter.

Carlos Barbosa da Cruz elogia ainda Frederico Varandas por ter denunciado o protocolo com a Juve Leo. Não só pelo “envolvimento de proeminentes elementos” da claque leonina na invasão à academia, mas também pelos “episódios posteriores de perseguição a jogadores”.

“Só eventualmente os membros menos esclarecidos da claque achariam que tudo ficaria na mesma e que as facilidades e sinecuras continuariam a fluir. Se há coisa que Varandas fez bem foi denunciar o protocolo de cooperação com a Juve Leo”, realça, no artigo publicado no Record.  

“Fica assim explicada a presente situação de contestação obsessiva ao atual presidente associada à nostalgia do regresso do anterior. Se há situação clara é esta: é tudo por uma questão de poder e dinheiro”, escreve.

Defendendo que o confronto no Sporting não traz benefícios para o clube – bem como a ausência dos sócios em assembleias importantes –, Barbosa da Cruz sugere que existe uma agenda por detrás desse mesmo confronto, subentendendo-se que o regresso de Bruno de Carvalho não é positivo para o Sporting.

“Se querem regressar ao antigamente, os sócios que se deixem ficar por casa, porque, assim, com toda a facilidade, o clube é capturado por uma minoria”, conclui, falando num momento de “alerta verde”, que dá título ao texto de opinião.

Bruno de Carvalho, por seu turno, defende que a Assembleia-Geral não foi convocada de acordo com os estatutos.

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