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Boavista FC | Pantera “avant-garde”

O Boavista FC parte para a nova temporada como um sério candidato a suceder ao FC Famalicão como equipa sensação da prova. As contratações são um claro sinal da ambição de trazer as competições europeias de novo ao Bessa e manifestam uma intenção de voltar a privilegiar o bom futebol.

Desde logo pelo banco de suplentes. Vasco Seabra é um dos novos valores do treino em Portugal e em quem deposito imensa confiança e esperança num futuro recheado de sucessos. Depois da manutenção na Segunda Liga com o FC Famalicão em 2017/18, onde entrou a meio da época, e do quarto lugar com o CD Mafra na mesma divisão – no ano passado, à altura da interrupção – Vasco Seabra assume um clube onde a garra e o lance dividido são o pão nosso de cada dia.

É aí o primeiro ponto de choque de Vasco com o clube; vai ceder à filosofia intrínseca aos axadrezados ou tentar impor o seu estilo de jogo que tão bons resultados deu em Mafra? À partida, as contratações apontam para a segunda hipótese e espero que assim seja. Além disso, um rico empate a três na Madeira e uma exibição vistosa de um mago inglês não deixam dúvidas, mas já lá vamos.

Estou curioso, no entanto, para perceber se depois de alguns resultados menos positivos teremos algum tipo de pressão para jogar mais físico, mais no choque. Não tendo adeptos na bancada, esse é um dos problemas que não se vai sentir, mas cá estaremos para ver.

No que às peças do xadrez diz respeito, os Panteras perderam Helton Leite para a Luz, um guardião de enorme qualidade para este nível, mas rapidamente encontraram um substituto. Léo Jardim, depois de uma época razoável em Vila do Conde e de outra com pouco espaço no Lille OSC, tem agora uma boa oportunidade para assumir todo o valor que se lhe imagina.

A defesa sofreu uma verdadeira revolução, mantendo-se apenas Gustavo Dulanto da época passada. Chidozie recebe nova oportunidade para se afirmar, Reggie Cannon é um verdadeiro achado proveniente do FC Dallas e a contratação de Ricardo Mangas é bastante acertada, considerando que o jovem português era um dos únicos raios de sol na época negra do CD Aves.

Destaque ainda para a junção desmedida de experiência com a contratação de Adil Rami, campeão do mundo pela França. Tanta novidade pode demorar a acertar, mas assim que se adquirirem rotinas, a defesa dos axadrezados tem tudo para ser um muro difícil de transpor.

Na zona central, Vasco Seabra herda do plantel de Lito Vidigal e Daniel Ramos o português Miguel Reisinho e o brasileiro Paulinho. É, portanto, mais uma porção do plantel renovada quase na totalidade. Os jovens formados no Vitória SC e Fluminense FC contam agora com colegas mais experientes ou mais técnicos.

Javi García traz o nervo e a agressividade indispensável naquela posição, à semelhança de Sebastián Pérez, mas Angel Gomes e Nuno Santos trazem aquilo que os axadrezados precisavam há anos; criatividade, imprevisibilidade, magia nos pés e um poder de definição muito apurado.

O SC Braga é, naturalmente, um candidato a intrometer-se entre SL Benfica e FC Porto. Veremos a evolução da equipa de Rúben Amorim, mas o Boavista FC surge, e isso parece-me claro, como o outsider melhor posicionado para discutir os lugares europeus, aproveitando os momentos de transição por que passam Rio Ave FC e Vitória SC. Isto no papel, porque os resultados é que tudo ditarão.

O ataque mantém Sauer e Yusupha Njie, que não apresentam uma veia goleadora temível, mas foi reforçado com dois hondurenhos que prometem impressionar. Vindo do campeonato das Honduras, Jorge Benguché apontou 17 golos pelo CD Olimpia em 31 jogos e terá de provar a sua pontaria num campeonato de maior valor. Já Alberth Ellis, apelidado de “pantera”, proveniente dos Houston Dynamo e também com passagem pelo CD Olimpia, já tem experiência de três anos num campeonato mais competitivo, a MLS.

No geral, o plantel sofreu uma verdadeira revolução, mantendo apenas sete atletas do ano anterior e subindo, teoricamente, a qualidade dos seus ativos. A primeira “vitória” será, em princípio, a estabilidade no comando técnico. Nos últimos três anos, o Bessa trocou sempre de treinador e conheceu quatro técnicos diferentes.

A frente de ataque será o ponto mais desconhecido e os primeiros jogos serão importantes para construir a identidade da equipa de Vasco Seabra. O primeiro jogo do campeonato contou com três golos e a produção ofensiva não parece ser problema.

Com um plantel renovado, pouco tempo de entrosamento e já a apresentar um futebol atrativo e em constante procura do golo, este não é o Boavista FC do costume. Se a zona intermédia e a mais recuada confirmarem o seu potencial, estaremos no final da época a falar de um Boavista FC renovado, moderno e ameaçador.

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