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Boavista com nova estratégia para recuperar dimensão europeia

O Boavista revitalizou toda a estrutura com a entrada de investimento estrangeiro e deseja regressar aos palcos europeus a médio prazo, meta ambicionada desde a admissão pela via administrativa na I Liga, em 2014/15.

Desiludida com o 12.º lugar da última temporada, após três participações seguidas na metade superior da classificação, a direção de Vítor Murta acordou com o empresário hispano-luxemburguês Gérard Lopez a venda da maioria do capital social da SAD ao proprietário dos franceses do Lille e dos belgas do Royal Excel Mouscron.

O projeto ainda terá de ser ratificado pelos associados em Assembleia-Geral e visa repor os ‘axadrezados’ no trilho das conquistas desportivas e financeiras patenteadas na viragem do milénio, como é visível na saída do histórico administrador principal da SAD Álvaro Braga Júnior e na promoção do ex-capitão Ricardo Costa a diretor desportivo.

O antigo internacional português vai fazer a ponte entre a estrutura diretiva e a equipa técnica liderada por Vasco Seabra, de 36 anos, o terceiro mais jovem nos bancos da próxima edição do campeonato, que se estreou ao serviço do Paços de Ferreira, entre 2016 e 2017, e reaparece na elite após somar créditos no ‘secundário’ Mafra.

“Queremos garantir um futuro brilhante e risonho para o Boavista, honrando aquilo que é o passado do clube e as grandes glórias que passaram aqui. A única certeza é que, para chegar a esse futuro, o nosso presente tem de ser consistente e que não seja volátil a dois ou três resultados”, frisou o técnico na pré-época, em entrevista ao jornal Record.

Sabendo que as trocas técnicas no decurso da I Liga se tornaram padrão no Bessa desde 2015, o sucessor de Daniel Ramos recebeu uma quinzena de reforços, alguns deles sonantes, como o defesa Adil Rami, campeão mundial por França, o médio espanhol Javi García, que se distinguiu no Benfica, e a esperança inglesa Angel Gomes.

A proximidade de Luís Campos e Admar Lopes, fulcrais na revitalização do Lille, permitiu ainda as cedências do guarda-redes Léo Jardim e do médio Show e a compra do defesa Yanis Hamache (ex-Nice), além das investidas americanas em Reggie Cannon (ex-Dallas), Alejandro Gómez (ex-Atlas), Nathan (ex-Vasco) e Jorge Benguché (ex-Olimpia).

Os ‘raides’ nacionais por Chidozie (ex-FC Porto), Ricardo Mangas (ex-Desportivo das Aves) e Nuno Santos (ex-Benfica B) completam um mercado movimentado do Boavista, cujo orçamento de 3,5 milhões de euros ajudou a consumar o fim de ciclo, expresso no adeus de figuras recentes, casos de Helton Leite, Carraça, Neris, Idris, Obiora e Mateus.

Um triunfo (4-1 ao Tondela), um empate (1-1 com Rio Ave) e três derrotas (0-2 com Chaves, 1-2 com Penafiel e 0-2 com Marítimo) na preparação espelham a absoluta transformação do emblema campeão nacional em 2000/01, que apenas segurou Rafael Bracali, Gustavo Dulanto, Paulinho, Miguel Reisinho, Gustavo Sauer e Yusupha Njie.

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