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Benfica questiona legalidade da suspensão provisória de Rui Pinto

O Benfica enviou um requerimento ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal a questionar a suspensão provisória de cinco processos-crime contra Rui Pinto, considerando que tal decisão poderá ser ilegal.

De acordo com o Jornal de Notícias, a missiva, assinada pelos advogados Rui Patrício, João Medeiros e Saragoça da Mata, indaga ainda se algum desses cinco processos envolve o Benfica ou alguma entidade a ele ligada.

“Importa esclarecer se a referida suspensão provisória foi efetivamente promovida em relação ao presente inquérito ou a qualquer um dos processos a ele incorporado, atualmente ou no passado, e que tenha como assistente e como ofendidas as aqui requerentes ou qualquer entidade do Grupo Benfica”, sustentaram os advogados, referindo-se ao inquérito sobre a alegada intrusão na rede informática do Benfica e divulgação de emails pelo hacker através do Football Leaks.

Arguido no caso Doyen, Rui Pinto terá beneficiado de um ‘perdão’ nos casos relacionados com acessos indevidos às redes de Benfica, FC Porto, Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Justiça, de acordo com o jornal Observador.

Caso se confirme o envolvimento do Benfica ou de alguma entidade a ele ligada num desses cinco processos sob suspensão provisória, proposta pelo Ministério Público e aceite pelo juiz Carlos Alexandre, tal suspensão será ilegal, no entender dos advogados das águias.

“Circunstância que, entre o mais, sempre implicaria a nulidade do despacho de promoção do Ministério Público e, bem assim, como do despacho judicial de validação da suspensão provisória do processo ou no mínimo a sua irregularidade”, defenderam os representantes legais do Benfica, citados pelo JN.

Nessa carta, o Benfica informa que pretende ser oficialmente notificado dessa eventual suspensão provisória de cinco processos contra Rui Pinto caso alguma entidade do grupo das águias esteja envolvida no mesmo.

A suspensão dos processos terá sido proposta pelo Ministério Público depois do hacker ter aceitado colaborar com a Polícia Judiciária, em várias investigações sobre crimes económicos.

Nos cinco casos em causa, o Ministério Público considerou que o arguido do processo Doyen não chegou a aceder a qualquer informação relevante.

Rui Pinto está acusado de 90 crimes, tendo sido libertado da prisão domiciliária, depois de mais de um ano em prisão preventiva. Tem agora com o estatuto de testemunha protegida.

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