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Antevisão GP Eifel: O frio não chateia um finlandês

A ANTEVISÃO: O HULK É INCRÍVEL, MAS CALMA…

O icónico circuito de Nurburgring está de regresso ao calendário da Fórmula 1. Este foi um dos circuitos não planeados no início do ano, mas que, devido à pandemia, deu o ar da sua graça. Em condições normais, por esta altura já se teria colocado um ponto final na “época europeia” da Fórmula 1, e as equipas estariam a passear pela Ásia, isto porque, correr na Europa a partir de Setembro, é arriscar enfrentar algo curioso que temos por cá chamado “Outono”. Assim foi, e decidiu-se para este fim-de-semana a presença do Grande Prémio do Eifel (nome originado pelas famosas montanhas ao redor da Nordschleife), o que significa duas coisas importantes, muito frio, e um clima muito imprevisível.

O lado do frio não incomoda todos, comprovado por alguns mecânicos a passear de calções e manga curta, e acima de tudo por Valtteri Bottas (Mercedes), que consegue a sua terceira pole position da temporada, numa espectacular sessão de qualificação, onde vimos uma batalha sem quartel entre os três líderes do campeonato, com menos de três décimos de diferença entre eles e com Lewis Hamilton (Mercedes) em segundo e Max Verstappen (Red Bull) terceiro.

Ao lado do homem da Red Bull na grelha de partida veremos um inesperado Charles Leclerc (Ferrari), que mostrou uma aparente melhoria graças às actualizações trazidas pela Ferrari para o SF1000, agora é esperar para ver se não será engolido pelo pelotão como na Toscânia. A fechar o top 5 estará Alexander Albon (Red Bull) que apesar de se qualificar a perto de cinco décimos do colega de equipa, melhorou imenso em termos qualificativos.

Os Renault de Daniel Ricciardo e Esteban Ocon continuam a mostrar a evolução da equipa francesa ao longo da época, qualificando em sexto e sétimo respectivamente, com os seus clientes da Mclaren, com Lando Norris em oitavo e Carlos Sainz em décimo, separados por Sergio Perez (Racing Point) em nono.

Do top 10 para cima é a amálgama de motores Ferrari mais Williams do costume, com umas surpresas. Sebastian Vettel (Ferrari) não conseguiu espremer uma performance equivalente ao colega de equipa e começa em décimo, e Pierre Gasly (Alpha Tauri) não chegou à Q3 como nos tem habituado durante esta temporada, começando em 12.º. Mas a maior surpresa, é uma total ausência de Lance Stroll (Racing Point).

O canadiano sentiu-se indisposto minutos antes da única sessão de treinos livres do fim-de-semana (já lá vamos) e foi substituído no último momento por Nico Hulkenberg, que sem o mínimo de preparação ou minutos no carro, se tentou qualificar, e sem surpresa, irá começar em último. O alemão é um excelente piloto, mas não faz milagres, tendo de conduzir um carro que ainda não tinha rodado, no momento para o qual os pilotos costumam preparar-se todo o fim-de-semana. Talvez amanhã, na corrida, que se espera imprevisível, consiga levar o carro a bom porto.

Olhando mais especificamente para o que poderá ser a corrida, é quase impossível fazer uma previsão. Como referi, apenas houve uma sessão de treinos livres, hoje de manhã, porque ontem, as condições de chuva e nevoeiro impediram que as equipas pudessem ir para pista. Os carros podiam ser conduzidos, no entanto, o helicóptero médico não conseguiria descolar, e por uma questão de segurança, as duas sessões de treinos livres foram canceladas.

As consequências principais estão obviamente relacionadas com a preparação para uma corrida já de si imprevisível em termos climatéricos. As equipas apenas tiveram uma sessão para afinar os carros tanto para qualificação como para corrida, para estudar o comportamento dos pneus que poderá ser crítico para uma boa corrida amanhã. Por exemplo, com os oito graus celsius de temperatura esperados para amanhã, a eventualidade de um safety car, pode reduzir imenso a temperatura dos pneus, e destruir a corrida a alguns pilotos. Caso chova, não será um problema tão grande, porque os pneus de chuva conseguem lidar muito melhor com temperaturas mais baixas.

Apesar de todo o trabalho de simulador que se faz nos dias de hoje antes de conduzir o carro, esta é uma pista desconhecida para alguns dos pilotos, sendo que Fórmula 1 já não visita Nurburgring desde 2013, o que pode significar alguns erros, como vimos em Mugello, onde as armadilhas de gravilha não perdoaram, tal como o podem fazer amanhã.

Todas estas variáveis podem tornar a corrida de amanhã, das mais imprevisíveis da temporada, o que será sempre bem-vindo. Quanto aos pilotos, é aguentar o frio, que daqui por duas semanas Portimão é mais hospitaleiro.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

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