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“Ainda não percebi qual o tratado que passou a capital para Lisboa”

Questionado se teria uma forma para descentralizar o futebol português, António Oliveira referiu primeiramente que “a descentralização é uma coisa que tem que estar inevitavelmente na mesa” e não se poderá fugir ao tema.

“É preciso perceber quem tem essa capacidade e perceber se as pessoas têm essa manifesta vontade e o Governo mais vontade ainda para o fazer ou para o permitir”, comentou Oliveira, em declarações no programa Respect com Jerry Silva e Francisco Chaló.

O antigo selecionador nacional português sublinhou que no que toca a este tema o importante “não é criar divisão no país” e ao se falar em descentralização seria importante abordar a “centralização excessiva que existe neste momento”.

“Se não conseguirmos combater a centralização, e nós não somos Lisboa, não somos a capital – também ainda não percebi qual o tratado que passou a capital de Coimbra para Lisboa, quem autorizou ou porque é que passaram isso para Lisboa – mas temos de combater a centralização. Essa é a nossa preocupação”, defendeu António Oliveira.

O ex-treinador e agora comentador de futebol diz que a centralização “não pode ser combatida com arruaça, com pressão, com ameaça, com divisão, não, com fratura. Não”.

“É preciso que as pessoas entendam que é preciso fazer uma descentralização com a maior das naturalidades. Isto é, nós somos demasiado pequenos para permitir que exista uma grande concentração, como já tivemos a infeliz, ou não, no período antigo em que já sofremos na pele as consequências dessa centralização”.

António Oliveira diz que, nesta altura, o “poder” está de tal maneira “na capital” que o ex-selecionador já não sabe “se não seria melhor ou se já é pior do que foi há 50 ou 60 anos atrás”.

António Oliveira, que já disse que “os donos disto tudo têm os dias contados”, disse no mesmo programa que a UEFA anda a fazer experiências para criar campeonatos da Europa “estilo NBA” e “depois vão participar aqueles que eles quiserem”.

E na ocasião aproveitou para criticar a Federação Portuguesa de Futebol, destacando que está a ser parceira de quem estará a tentar criar uma elite do futebol europeu.

“Eu nem devia estar dizer isto, mas estou em casa. Essas empresas [que estão a ser criadas] vão substituir a UEFA. Estão todos combinados uns com os outros. São coisas que não podemos provar mas eu digo. É a minha leitura, a minha opinião daquilo que tem acontecido no futebol quer em Portugal, quer no mundo.”

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