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Académica OAF 0-1 CD Feirense: Fogaceiros vencem pela primeira vez em Coimbra

A CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO PENDE PARA OS FOGACEIROS

Na quarta jornada da Segunda Liga, o Clube Desportivo Feirense deslocou-se, numa viagem não muito longa, ao Estádio Cidade de Coimbra para arrecadar três pontos frente à Académica OAF, fruto de um triunfo por uma bola a zero. É a terceira vitória em três partidas do campeonato para os de Santa Maria da Feira e a primeira derrota dos estudantes no mesmo número de partidas. Vamos às incidências da partida.

A primeira parte começa com um CD Feirense em ascendente e acaba com uma Académica OAF a crescer. Pelo meio, foram mais Felizes os fogaceiros, que conseguiram mesmo levar uma vantagem de um golo para o descanso, golo esse alcançado no decorrer do décimo minuto.

Fabrício corresponde de forma certeira a um cruzamento de Feliz, encostando a cabeça à bola, proveniente da direita, já próximo da zona do segundo poste e materializa o bom início de partida dos azuis da Feira no mais precioso bem do futebol: o golo.

Aos 25 minutos, o CD Feirense enfrenta a contrariedade da lesão de Ícaro Silva, que, impossibilitado de continuar em campo, é substituído por Pedro Monteiro. Dez minutos depois, contrariedade para o outro lado: João Simões, lesionado, vê-se forçado a dar o lugar a Rafael Vieira.

Até ao período de intervalo, o domínio territorial e de posse pende para o lado da Briosa, que não é suficientemente eficiente e eficaz nas conclusões das suas manobras ofensivas. Pese embora o crescente domínio caseiro, os visitantes nunca perdem a capacidade de sair com destreza e velocidade para o ataque, obrigando mesmo, por uma vez, Mika a testar a resistência do material das suas luvas, após uma boa jogada pela direita, como foi tónico da turma fogaceira no primeiro tempo.

A segunda metade do encontro vê os estudantes entrarem melhor e criarem dificuldades à defensiva fogaceira, sem, no entanto, alcançarem o tento da igualdade. Aos 68 minutos, surge para o lado azul da partida uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem, quase caída do céu.

João Víctor cai na grande área ao atacar um cruzamento da esquerda, já sem hipóteses de alcançar a bola, e o árbitro Hugo Silva assinala grande penalidade. No frente a frente com Mika, o próprio João Víctor não é capaz de levar a melhor e a defesa de Mika mantém a Académica OAF agarrada à esperança da reviravolta.

No entanto, a partida termina sem que a turma de Rui Borges alcance o tão desejado empate, apesar das mexidas positivas no jogo da Briosa incutidas por Chaby.

 

A FIGURA

Mika – somou três defesas de elevado grau de dificuldade, uma delas ao penálti de João Victor. Ajudou a manter a Académica no jogo até ao fim e funcionou como voz de comando. Grande exibição, a merecer uma enorme salva de palmas.

 

O FORA DE JOGO

Bouldini – esteve sempre bem controlado pelos centrais contrários. Lutou, mas ainda deve estar no bolso de Gui Ramos (grande exibição do central) que o anulou, impedindo que causasse perigo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica alinhou em 4-2-3-1, o sistema tático que utilizou nos dois primeiros jogos do campeonato.  Com um meio-campo robusto e talhado para os duelos, Ricardo Dias e Guima foram o músculo do centro do terreno. Fabinho apareceu como médio de pendor mais ofensivo e com maior liberdade criativa. Pelas faixas, os extremos Traquina e João Mário. Bouldini foi o homem mais avançado e que mais lutou e desgastou os centrais do Feirense. A equipa apresentou algumas dificuldades em ataque organizado, pelo que foi no momento de transição ofensiva e ataque rápido que mais perigo criou. A Briosa optou sempre por contruir a três, primeiro com Ricardo Dias ou Bruno Teles a baixar e, depois, com Rafael Vieira que fez de lateral-direito, embora seja central. Em momento defensivo, a equipa organizou-se em 4-4-2, sempre com a preocupação de pressionar o médio do Feirense que recuava para iniciar a construção de jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (8)

Silvério (5)

Bruno Teles (5)

Ricardo Dias (5)

João Mário (5)

Bouldini (5)

Traquina (5)

João Simões (3)

Fabinho (5)

Zé Castro (6)

Guima (5)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Furtado (-)

Rafael Vieira (5)

Fábio Vianna (-)

Chaby (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE 

O Feirense também apareceu organizado em 4-2-3-1, mas com um meio-campo com características diferentes. Latyr funcionou como médio de cobertura, João Tavares como médio de ligação e Fábio Espinho como médio de criação nas costas do avançado Fabrício. Nas alas, extremos com características distintas: na direita, Feliz, sempre a procurar o espaço interior, quer em condução, quer recebendo diretamente a bola dentro da estrutura adversária, e, na esquerda, Fati, um jogador mais vertical e de profundidade. O Feirense optou por ataques curtos, mas incisivos, sempre sem grandes riscos. A defender, organizou-se em 4-4-2, mas soube pressionar a Académica nos momentos certos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Brígido (5)

Diga (5)

Ícaro Silva (-)

Fati (5)

Feliz (7)

Fabrício (7)

Fábio Espinho (5)

João Tavares (5)

Zé Ricardo (5)

Latyr (5)

Gui Ramos (8)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Monteiro (5)

Washington (-)

Edson Farias (4)

Mica (-)

João Victor (3)

 

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

Bola na Rede: Com a lesão de João Simões, e já com o resultado desfavorável, optou por fazer entrar Rafael Vieira em vez de um jogador mais ofensivo e, por exemplo, puxando Traquina para lateral?

Rui Borges: Neste momento, dentro do que são as nossas dinâmicas, o Rafa fazia algum sentido. O Rafa deu a saída a três e o Bruno Teles passou a dar largura. Estamos a torcer para que o João Simões volte o mais rapidamente possível. O Rafa já treinou ali e em vez de construirmos a três com o lateral-esquerdo passámos a construir a três com o lateral-direito.

CD Feirense

Bola na Rede: Três vitórias em três jogos e a primeira vitória de sempre em Coimbra. Como analisa estes números? É o assumir, em campo, do favoritismo do Feirense à subida?

Filipe Rocha: Não sabia. Também não ligo a esses dados. Esses dados são para ser batidos com comportamentos e qualidade de jogo. Com todo o respeito pela Académica, nós fomos mais objetivos, fomos mais perigosos e vencemos. Estamos satisfeitos, porque temos três vitórias. O que me deixa mais satisfeito é a postura do grupo. Souberam sofrer e sacrificarem-se pelo grupo.

 

Artigo com Opinião de Marco Francisco Paiva e Francisco Martins

 

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