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“A corrupção moral anda à solta”, avisa Coroado

Jorge Coroado, antigo árbitro, comentou as revelações conhecidas a respeito do depoimento de Adão Mendes, que foi inquirido como testemunha no âmbito do processo dos emails do Benfica e explicou ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que o recurso à expressão “padres” era para se referir aos árbitros e “missas” aos locais dos jogos.

“Quem, como nós, enveredou pela arbitragem está obrigado a uma espécie de código de deveres e ações corretas, o que, embora ofereça proteção, faz com que sejamos presas fáceis de quem alcance que não lhes é possível fugir”, assinala Coroado, em artigo de opinião no jornal ‘O Jogo’.

O ex-árbitro sustenta ainda que “a corrupção moral anda à solta”, avisa Coroado, ciente de que esta “não parece ser tão grave quando os prevaricadores são pessoas conhecidas, supostamente de bem. Adão Mendes percebeu isso”.

No depoimento a que o ‘Expresso’ teve acesso, Adão Mendes explicou ao DCIAP que comunicou também com Paulo Gonçalves, ex-responsável pelo departamento jurídico do Benfica “por causa de um cartão que este lhe deu com contactos” e apenas quando precisou de um serviço de assessoria jurídica para o filho na área desportiva.

À procuradora, Adão Mendes justificou ainda a troca de mensagens com Pedro Guerra no sentido de dar explicações sobre a “profissionalização da arbitragem” e assegura que os telefonemas que fazia ao comentador serviam para preparar Guerra para “as suas intervenções em programas de televisão”.

Ministério Público acusou o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, o diretor do Porto Canal, Júlio Magalhães, e um comentador do canal portuense de violação de correspondência e de acesso indevido, por divulgarem conteúdos de emails do Benfica.

A justiça imputa a Francisco J. Marques seis crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações, três dos quais agravados, e um crime de acesso indevido.

Júlio Magalhães está acusado de três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações, agravados, enquanto Diogo Faria, comentador no programa ‘Universo Porto — da Bancada’, do Porto Canal, através do qual foram revelados os conteúdos dos emails do Benfica, está acusado de um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações e outro de acesso indevido.

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